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Transformação digital: 4 erros comuns e como evitá-los

By 2 de dezembro de 2016 Voz da Marca
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A transformação digital em saúde deixou de ser uma tendência para se tornar parte da gestão das instituições de saúde. Hospitais do mundo todo estão automatizando seus processos – administrativos, operacionais e assistenciais – em busca de um atendimento mais preciso e seguro. “Não há outro caminho, a não ser a digitalização”, afirma Claudio Giulliano, sócio da consultoria em TI para saúde Folks.

Mas, segundo ele, para ter sucesso nessa migração, é preciso planejamento. “Na ânsia de mudar os processos, muitas instituições acabam cometendo erros que podem comprometer todo o procedimento”, explica. A seguir, a lista dos principais equívocos-e como resolvê-los:

  • Subestimar a complexidade do projeto

Implementar qualquer procedimento em um hospital é uma tarefa complicada, pois nenhum sistema pode parar de funcionar, já que comprometeria toda a assistência de diversos pacientes. O primeiro passo é realizar um amplo levantamento das necessidades do hospital, listando os procedimentos que devem ser feitos, observando o orçamento disponível e as prioridades da instituição. Giulliano recomenda a realização de um benchmarking, usando referências internacionais e o modelo HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society), que conta com sete estágios para a transformação digital. “Assim, é possível antever os desafios e entender, realmente, a complexidade dessa mudança”, diz.

  • Esquecer o beneficiário final

“O paciente é o elo mais importante: é para ele que o hospital está sendo transformado, para melhorar o atendimento, aumentar a segurança no ambiente hospitalar e gerar mais qualidade na prevenção e promoção da saúde”, reforça Giulliano. As instituições que seguirem esse pensamento farão a transformação de maneira mais rápida e tranquila. Se o foco for outro – lucro ou concorrência -, a mudança não vai acontecer de forma efetiva.

  • Não investir em qualificação profissional

Os sistemas tecnológicos são extremamente sofisticados e, por isso, o cuidado deve permear duas pontas. De um lado, saber escolher um fornecedor que conheça as particularidades do setor de Saúde e saiba implementar as tecnologias sem afetar a rotina do hospital, assim como a área de TI; de outro, capacitar os médicos e profissionais que vão usar as ferramentas. “É preciso treinar a equipe que desenvolve, implanta e usa”, afirma Giulliano. O ideal é contar com uma grade de treinamentos que envolva desde a importância da mudança, até como usar adequadamente cada sistema.

No caminho rumo ao hospital digital, muitas instituições pecam por querer implementar tudo de uma vez. “É preciso ter calma e saber quais são as prioridades. O problema é que ainda falta gestão de projetos em muitos hospitais”, diz o especialista. O processo não precisa terminar rapidamente mas, sim, ser eficiente e produtivo. Nesse sentido, o apoio de todas as lideranças é essencial.

“Quando a vontade é de toda instituição, a transformação acontece. Se for um desejo isolado, só da TI ou do diretor médico, é muito mais difícil”, ressalta. Isso quer dizer que com boas soluções, profissionais capacitados e engajamento de todos os líderes, a transformação acontece-seja em um ano, seja em mais tempo.

 

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