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Reospitalização gera custo bilionário; veja principais condições

By 30 de março de 2016 Voz da Marca

A pesquisa Healthcare Cost and Utilization Project (Projeto de custos e utilização da Saúde), conduzida pela Agency for Healthcare Research and Quality (Agência para Pesquisa e Qualidade em Saúde), dos Estados Unidos, constatou que as três principais condições de saúde que levam à reospitalização em um período de menos de 30 dias, considerando-se os pacientes dos planos de saúde, são: manutenção da quimioterapia, desordens de comportamento e complicações pós-cirúrgicas ou após alguma outra intervenção médica.

O estudo destacou que 3,3 milhões de adultos são reospitalizados por ano nos Estados Unidos, com custos associados de US$ 41,3 bilhões. Entre os pacientes assistidos pelos programas públicos de saúde, os do Medicare foram reinternados por insuficiência cardíaca congestiva, septicemia e pneumonia. No Medicaid, as principais causas foram desordens de comportamento, esquizofrenia e diabetes.

O papel das comorbidades na reospitalização

As condições estão em linha com um grande volume de estudos brasileiros publicados na biblioteca eletrônica Scielo e com as sete comorbidades mais comuns: insuficiência cardíaca crônica, isquemia, fibrilação arterial, diabetes, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica.

Um artigo publicado pelo periódico Science Daily elenca que, entre as razões mais comuns para readmissões evitáveis, infecções e insuficiência cardíaca responderam por 21% a 34% dos casos relacionados às comorbidades. As reinternações evitáveis estavam direta ou indiretamente ligadas a complicações das sete comorbidades -, por exemplo, pacientes com câncer eram mais frequentemente readmitidos por complicações relacionadas à doença, como infecções, desordens metabólicas ou gastrointestinais ou insuficiência renal. Pacientes com essas condições estão também sujeitos a um risco maior de reospitalização do que os que não as possuem.

“Cuidados pós-alta devem focar sua atenção não somente no diagnóstico primário que levou à admissão, mas também nas comorbidades daqueles pacientes”, diz o artigo Causes and patterns of readmissions in patients with common comorbidities: retrospective cohort study (Causas e padrões de readmissão em pacientes com comorbidades comuns: retrospectiva e estudo de coorte), publicado pelo British Medical Journal.

“Readmissões potencialmente preveníveis podem resultar de assistência insuficiente durante a hospitalização ou após a alta e podem ser evitadas com mais qualidade no cuidado durante a permanência no hospital, gerenciamento de doenças crônicas, melhorias na coordenação dos cuidados na transição hospital-casa e monitoramento pós-alta”, conclui o National Committee for Quality Assurance (Comitê Nacional para Garantia da Qualidade), dos EUA.

GRUPO GERIATRICS

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