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Interligação da cadeia de Saúde é tendência das soluções de gestão

By 30 de agosto de 2016 Voz da Marca

O futuro das soluções de gestão hospitalares passa pela colaboração. “A interligação da cadeia de Saúde, com médicos, laboratórios, seguradoras e hospitais compartilhando as informações de utilização dos recursos pelo paciente, como acontece hoje com os cartões de crédito; e o monitoramento remoto do paciente, com dispositivos e smartphones para que eles continuem o tratamento em casa e liberem os leitos de alta complexidade, são as principais tendências para a área”, na visão de Severino Benner, CEO do Grupo Benner.

Para o executivo, o prontuário eletrônico do paciente (PEP)  deve ser utilizado como uma quebra de paradigma na Saúde, com a informação indo para as mãos do usuário, e não representando meramente uma eletronização de procedimento. “Os grandes hospitais estão investindo no prontuário eletrônico do paciente, mas seu eu viajar e passar mal, um outro hospital que me atenda e não seja o de minha referência não vai conseguir acessar minhas informações. É muito dinheiro investido num negócio que só interessa ao hospital, não ao cliente. É como criar um negócio não focado no cliente e isso precisa mudar”, ressalta.

O PEP como agente da  interligação da cadeia de Saúde ganha força com a segunda tendência apontada por Benner: o monitoramento remoto, fortalecido pelos chamados dispositivos vestíveis, permitindo tratamento em casa e liberando leitos de alta complexidade. Segundo a consultoria Gartner, devem ser vendidos 274,6 milhões de wereables devices apenas em 2016, o que representa um aumento de 18,4% sobre os 232 milhões de 2015. Apesar de o número ser geral, não contendo, portanto, somente dados de saúde, fica claro o fortalecimento da tendência.

Contudo, para não ser mais uma tecnologia isolada, a incorporação de  wearable devices no ambiente clínico requer uma integração desses dados de forma independente de instituições específicas. No caso de gestão de crônicos, por exemplo, os dispositivos devem analisar os sinais vitais de uma pessoa com problemas para aconselhá-la a ir ao hospital antes que a situação se agrave. Esses mesmos dados podem amparar o médico em suas decisões assim que o paciente der entrada no pronto socorro – seja qual unidade escolher para o atendimento. “Ele pode levar a informação para quem lhe atende melhor, não para quem tem seu histórico de saúde. O hospital vai precisar chegar nesse nível de informatização. Hoje, mesmo dentro das grandes redes, os sistemas ainda não são interligados, imagine entre as pequenas instituições”, prevê Benner.

A interligação da cadeia de Saúde impulsionaria a evolução de todos os players, em sua visão. “Com essas duas tendências, podemos ter outras mudanças, como a expansão dos hospitais de retaguarda, que têm um custo menor e focam na recuperação do paciente, o que liberaria os leitos de UTI para os casos mais críticos; e o avanço da acreditação”, finalizou.

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