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Envelhecimento ativo: menos custos e mais qualidade para a saúde dos idosos

By 20 de abril de 2016 Voz da Marca

Com 23 milhões de pessoas acima de 60 anos (12,5% da população) e um aumento acelerado no número de idosos, de 117% entre 1992 e 2012, segundo levantamento do IBGE, sendo que quase 4 milhões moram sozinhos (número três vezes maior do que em 1992), as preocupações com autonomia, autocuidado, prevenção de doenças e promoção da saúde no envelhecimento se tornam maiores no Brasil.

“Em termos práticos, este tipo de processo de envelhecimento defronta países como o Brasil com um duplo encargo na área da saúde: por um lado, a importância crescente de doenças crônicas nos índices de mortalidade (desde o início da década de 60 que os distúrbios cardiovasculares passaram a ser o primeiro grupo entre as causas de mortes no Brasil, seguido, atualmente, por neoplasias). Por outro lado, as marcas do subdesenvolvimento permanecem presentes, sobretudo, em termos de morbidade por doenças infecciosas e parasitárias ou pelo espaço que a subnutrição continua ocupando entre nós”, já alertava o especialista em envelhecimento Alexandre Kalache, na revista Ciência e Saúde Coletiva, em 1987.

O manejo dos escassos recursos de saúde passa, então, pelo planejamento e definição de estratégias para que: as doenças crônicas sejam controladas, se evite a agudização dos casos e se mantenha a capacidade funcional dos idosos. Em entrevista ao portal da Aliança para Saúde Populacional (Asap), Kalache defende o conceito de envelhecimento ativo: “um quadro teórico e prático estruturante da ação social; pela perspectiva de “curso de vida” – fator decisivo para o bem-estar em todas as idades, em especial na velhice; o enfoque “amigo do idoso”, como estratégia de implementação de políticas para todas as idades; e a “cultura do cuidado” como prática presente ao longo da vida e indispensável para a fase de fragilidades, quando é preciso ir além de promoção e prevenção.”

Para a Organização Mundial de Saúde, “em um projeto de envelhecimento ativo, as políticas e programas que promovem saúde mental e relações sociais são tão importantes quanto aquelas que melhoram as condições físicas de saúde. Manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes.”

Em artigo publicado no portal da Sociedade Brasileira de Geriatria, o geriatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Leonam Martins classifica as atividades de prevenção na terceira idade em três etapas:

1) Primária – para lidar com os fatores de risco antes que provoquem a doença. Inclui atividade de promoção da saúde, como imunização e prática de exercícios físicos;

2) Secundária – detectando problemas em estágio inicial, como rastreamento de câncer e estratificação do risco cardiovascular, o que torna o tratamento mais efetivo e evita a disseminação ou agudização da doença;

3) Terciária – com foco na redução de prejuízos funcionais e reabilitação.

O médico, porém, destaca que algumas premissas devem ser consideradas nas atividades de prevenção, como se os benefícios da detecção e tratamento precoces são maiores do que se a condição fosse tratada no momento habitual do diagnóstico, se os exames são aceitáveis e confiáveis e a relevância dessa condição para a saúde pública, entre outras. “O custo do rastreamento deve ser razoável e não onerar demasiadamente o sistema de saúde como um todo”, conclui.

GRUPO GERIATRICS

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