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Paulo Muradas é o novo diretor do DRG Brasil

By 13 de julho de 2015 Você Informa

 

O DRG Brasil, empresa que trouxe ao país a metodologia internacional de gestão em saúde para hospitais e operadoras de planos de saúde, acaba de contratar o administrador Paulo Muradas como diretor. Especialista em Gestão de Negócios e em Gestão de Organizações Hospitalares e Sistema de Saúde pela FGV, Muradas atuou no Banco do Brasil por 33 anos, tendo sido executivo da Cassi – que administra o plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil , e diretor-superintendente da Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde nos Estados de MG e RJ .

Com larga experiência em gestão na área de Saúde Suplementar, com foco comercial em negociação e relacionamento entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, Paulo Muradas está alinhado com o plano de internacionalização da empresa, que busca mercado em países da América Latina como Argentina e Chile.

Segundo Paulo Muradas, a utilização da ferramenta oferecida pelo DRG Brasil aumenta a produtividade hospitalar, resultando em oportunidade de melhoria de uso de recursos no sistema de saúde nacional. “No Brasil, há sérios problemas envolvendo a atividade assistencial da saúde que determinam aumento supérfluo de custos. Melhorias nos processos podem proporcionar grandes resultados no âmbito da qualidade e da eficiência, proporcionando aumento da produtividade hospitalar, governança clínica efetiva e alta qualidade assistencial”, diz.

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Sobre o DRG Brasil
Utilizado por vários hospitais do Brasil e operadoras do segmento de Autogestão e do sistema Unimed, o DRG Brasil foi desenvolvido no país, com exclusividade, por uma equipe de médicos PhDs da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderada pelo médico Renato Couto, e da Faculdade de Ciências Médicas de MG, representada pela médica Tania Grillo, em parceria com o IAG Saúde, que levou em conta as características e especificidades do sistema de saúde e da codificação de doenças brasileiros.

A ferramenta chamada DRG (diagnosis related groups ou grupos de diagnósticos relacionados) já é utilizada nos hospitais e operadoras de serviços de saúde de países da América do Norte, Europa Ocidental, África do Sul, Ásia e Oceania. Essa classificação, desenvolvida na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, nas décadas de 60 e 70, tem o objetivo de definir o produto hospitalar para fins de gerenciamento de custos e da qualidade assistencial-hospitalar.

A tecnologia oferecida pelo DRG Brasil define em categorias os tratamentos hospitalares, a partir da combinação dos seguintes dados de pacientes: diagnósticos (principal e secundário), idade e procedimentos. Cada categoria do DRG Brasil agrupa pacientes clínicos ou cirúrgicos, que necessitam da mesma quantidade de recursos para a realização do tratamento hospitalar – materiais, medicamentos e diárias, bem como os resultados assistenciais esperados, incluindo mortalidade e complicações associadas ao tratamento. Com isso, é possível efetuar a adequação de custos e resultados assistenciais entregues pela organização hospitalar.

Além de poder ser utilizado em hospitais do SUS e da saúde suplementar, o DRG Brasil também oferece soluções às operadoras de planos de saúde, pois além de facilitar a verificação dos custos assistenciais, ele permite a avaliação da qualidade dos serviços prestados por hospitais, médicos e equipes multidisciplinares. Isso favorece a implantação de programas de melhoria dos resultados assistenciais, a redução de desperdícios e a otimização dos relacionamentos. Além disto, o DRG Brasil permite a mudança do modelo remuneratório para procedimentos gerenciados, com total segurança para operadoras e hospitais.

Sabe-se que um dos maiores desafios das organizações de assistência médico-hospitalar é o de implementar ações para reduzir a frequência de erros humanos e de falhas nos processos, e estabelecer formas de garantir a segurança assistencial. Pensando nisso, cada novo erro ou evento adverso relacionado à assistência é codificado no DRG Brasil, criando um banco de dados que relaciona as condições adquiridas à categoria do paciente acometido por estas complicações, propiciando a implantação de programas de gerenciamento de risco assistencial de alto impacto.

Pesquisa científica sobre o DRG
Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mensurou a produtividade dos leitos dos hospitais brasileiros e estabeleceu comparação com os hospitais americanos, pela metodologia do DRG. Foram analisados 145.710 relatórios de altas em 117 hospitais brasileiros. Considerou-se o tempo em dias de permanência no leito hospitalar, como o principal fator que está ligado diretamente ao custo e desempenho da produção assistencial. O estudo concluiu que a produtividade dos hospitais brasileiros estudados é 28,4% menor que a dos hospitais americanos, sendo pior para os tratamentos clínicos.

 

 

 

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