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Hospital 9 de Julho promove treinamento para atendimento a casos de Ebola

By 14 de janeiro de 2015 Você Informa

São Paulo, janeiro de 2015 – O Hospital 9 de Julho (H9J) promoverá no dia 18, às 9h, o Simulado Ebola, mais uma etapa dos treinamentos que já vêm sendo realizados com as equipes assistenciais desde setembro de 2014. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), que coordena o Plano de Catástrofes de São Paulo e o Grupo de Atendimento a Urgência (Grau) encarregado do transporte de pacientes suspeitos, também participarão da iniciativa para torná-la ainda mais realista.

Segundo a Dra. Regina Tranchesi, diretora Técnica do H9J e infectologista, os profissionais de saúde da instituição revisam periodicamente o plano de contingência para atendimentos diferenciados, como no caso de doenças altamente contagiosas e letais. “Mesmo assim, procuramos sempre oferecer aos colegas a experiência prática. Já fizemos um simulado para múltiplas vítimas e, agora, faremos para o Ebola”, salienta. Assim, analisa a especialista, será possível reforçar na prática os fluxos internos.

Em 2012, a instituição realizou o atendimento simultâneo de 10 pacientes com ferimentos de gravidades variadas causados por um incêndio simulado, que teria acontecido em um prédio nas proximidades da Av. Paulista. O objetivo foi testar como as equipes se sairiam em casos de catástrofes, sem prejuízo do atendimento aos demais pacientes da instituição. Foram acionados todos os setores chave do Hospital, como Departamento de Emergência, Suprimentos, até Comunicação para atendimento a imprensa e Assistência Social, para os familiares das vítimas.

Treinamento realístico

Assim como naquele ano, em que as pessoas foram maquiadas e representaram diferentes lesões, o simulado do dia 18 foi estruturado para demonstrar realismo às equipes. Para isso, contará com a participação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), responsável pelo Plano de Catástrofes de São Paulo e do Grupamento de Atendimento a Urgência (Grau), que fará a simulação da remoção do paciente.

Em caso de suspeita de Ebola, o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde determinam que o paciente deve ser encaminhado para o isolamento até a chegada da remoção especializada, no caso, a equipe do Grau.

Conheça algumas das medidas adotadas para facilitar este fluxo:

  • A primeira etapa do atendimento emergencial é a triagem. Antes de examinar o paciente, o enfermeiro procura identificar se a pessoa viajou para países com epidemia de Ebola e se apresenta febre e outros sintomas da doença. Em caso positivo, não é realizado nenhum contato físico e a coleta de sinais vitais e sequência de atendimento passam a ser feitos por um enfermeiro e um médico paramentados com roupas especiais, que evitam a contaminação do vírus;
  • Isolamento: o paciente é levado para o isolamento do Departamento de Emergência. O ascensorista reserva o elevador para que não haja contato físico com este equipamento durante o transporte e os locais por onde o paciente irá passar serão evacuados para evitar contaminações e pânico;
  • Após a remoção, uma profissional de limpeza devidamente paramentada fará a higienização do quarto com produtos que sabidamente matam o vírus. Serão retirados do isolamento, antes do paciente entrar, todos os itens de mobiliário que possam gerar contaminação, como as mesas de alimentação. As lixeiras e as roupas de cama serão descartadas no lixo infectante.

“Para oferecermos um atendimento de excelência, iniciamos os treinamentos com toda a equipe assistencial da Emergência e demais setores envolvidos já em setembro de 2014, pouco depois do alerta mundial da OMS para a doença. Escolhemos janeiro para a fase prática porque é um mês com menor fluxo de pacientes, o que também facilitou a participação do Grau, fundamental para dar mais realismo à ação”, explica a Dra. Regina.

A organização do simulado contou com a participação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Departamento de Qualidade, Governança, Coordenadoria Médica e Gerência de Enfermagem do Departamento de Emergência, Unidade de Terapia Intensiva, Diretoria Médica e Administrativa e Marketing, responsável pela comunicação com colaboradores e a comunidade, que está sendo avisada sobre o simulado.

Para a especialista, o Brasil tem baixo risco de disseminação do Ebola. “Não foram registrados casos da doença, segundo o Ministério da Saúde, mas o treinamento é importante para nos mantermos preparados para esta e outras patologias contagiosas”, finaliza a Dra. Regina.

Sobre o Hospital 9 de Julho: Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento a traumas (incluindo médicos especializados em queimados) e nos Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Cirurgia Metabólica e Bariátrica; Trauma; Cardiologia; Infusão; Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher e Longevidade.

Com cerca de dois mil colaboradores e quatro mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 318 leitos, sendo 78 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, especialistas em procedimentos de alta complexidade, além de um Centro Cirúrgico com capacidade para até 14 cirurgias simultâneas.

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