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Hepatite B e C atinge mais de 1,5 milhão de pessoas por ano

By 29 de julho de 2016 Você Informa

Em 28 de julho, data que é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Hepatite, o dr. Eduardo de Souza Pacheco, Coordenador da UTI Adulto, faz um alerta à população sobre a importância de ter um acompanhamento médico, uma vez que esta doença vem crescendo ao longo dos anos. Só entre 1999 e 2010 foram registrados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo as cinco variações da doença – A, B, C, D e E, com foco principal nas B e C, que juntas, provocam cerca de 80% de todas as mortes por câncer de fígado no Brasil.

Segundo o médico, a elevação nos casos de hepatite B é um fato preocupante porque influencia diretamente na incidência de casos do tipo D, já que este vírus depende da presença do tipo B para infectar uma pessoa. “É importante que todos os profissionais da área de saúde sejam obrigatoriamente vacinados contra a hepatite B”, ressalta.

Pacheco explica que a patologia tem como agente causador o vírus que se espalha por meio de sangue contaminado, injeções e compartilhamento de drogas injetáveis, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. “As hepatites B e C crônicas, em seus estágios iniciais, podem não apresentar sinais da doença”, explica.

Os sintomas mais frequentes são os das hepatites agudas, que podem estar relacionados ao cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. “Por ser uma doença silenciosa é importante consultar um médico regularmente e fazer o teste”, alerta.

Cada variação da hepatite tem sua particularidade na hora da transmissão. Os tipos A e E são transmitidos pelo contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Já os B, C e D ocorrem através de relações sexuais com uma pessoa infectada sem o uso de preservativo, por meio de materiais de uso pessoal – como lâminas, agulhas, alicates de unha, escova de dente – compartilhados entre um indivíduo contaminado e um saudável. Outro meio de contaminação é durante a confecção de tatuagens ou colocação de piercings sem o uso de materiais descartáveis ou esterilizados.

O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue para identificar os anticorpos. Nos tipos B, C e D, é necessário um exame de sangue específico. “É de extrema importância descobrir precocemente a doença para o tratamento ter maiores chances de sucesso”, conclui.

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