This site is operated by a business or businesses owned by Informa PLC and all copyright resides with them. Informa PLC's registered office is 5 Howick Place, London SW1P 1WG. Registered in England and Wales. Number 8860726.

Clínicas optam por honrar impostos para evitar problemas

By 20 de maio de 2020 Mercado, Você Informa

Segundo pesquisa, apenas 10% decidem adiar compromissos e 17% adotaram alguma redução da carga horária ou encerramento do contrato de trabalho

A maioria dos empresários não optou pelo adiamento dos impostos proposto pelo governo como forma de minimizar o problema de caixa durante a pandemia do Covid-19. Ao menos é o que demonstra o setor de saúde. De acordo com pesquisa realizada pela DOC Concierge, empresa de serviços financeiros para médicos, que abrangeu quase 200 clínicas e consultórios de todo o país, somente 10% dos gestores optaram pelo benefício.

Não há um levantamento preciso de quantas clínicas e consultórios existem no Brasil, que conta com cerca de 450 mil médicos. Entretanto, sabe-se que esse mercado é bastante pulverizado, o que demonstra a fragilidade do setor. “A crise representou para este segmento uma forte contração das receitas. Com a quarentena, caiu pela metade o número de consultas mensais na comparação com o mesmo período do ano passado. Há dois movimentos, o próprio paciente deixa de marcar o seu acompanhamento de rotina por medo de sair de casa e os próprios médicos têm restringido a agenda para evitar que haja muitas pessoas na sala de espera ou qualquer aglomeração”, ressalta o diretor contábil da Doc Concierge, Claudio Granero.

Mesmo assim, 90% das clínicas e consultórios estão mantendo os impostos em dia por medo de adiar o desembolso e não ter recursos para honrar com o compromisso. “A baixa adesão está relacionada ao medo do futuro. O adiamento não significa anistia. Assim, mesmo com as margens apertadas, a opção majoritária é honrar o compromisso agora”, explica Granero.

A maioria das clínicas e consultórios que participaram da pesquisa da DOC Concierge também declarou não ter reduzido os encargos trabalhistas. O levantamento identificou que apenas 17% dos consultórios e clínicas adotaram alguma redução da carga horária ou encerramento do contrato de trabalho. A decisão está relacionada à expectativa de que o movimento retorne ao normal gradativamente e à dificuldade de realizar novas contratações, pois este tipo de mão de obra exige uma relação de confiança entre o médico e o atendente.

De acordo com o especialista, apesar de a maioria das PJs do segmento não ter um colchão de liquidez para momentos como esse, o corte de custos tem ocorrido em outras frentes que envolvem até mesmo a redução de despesas pessoais dos próprios médicos. Há também a busca pela recomposição de receita. “Os médicos que têm clínica própria ampliaram seu atendimento em hospitais para compensar a perda de receita em seu consultório. Ao mesmo tempo, alguns estão realizando consultas através do teleatendimento nas situações em que ele é indicado, seguindo todas as recomendações para alcançar os melhores resultados”, afirma.

O governo prorrogou, por 6 meses, o prazo para pagamento dos tributos federais no âmbito do Simples Nacional, relativos aos períodos de março, abril e maio para outubro, novembro e dezembro. Foi autorizado também o adiamento e pagamento parcelado do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. O pagamento poderá ser feito só a partir de julho, em 6 parcelas fixas. Foram adiados ainda o PIS, PASEP, COFINS e da contribuição previdenciária patronal de empresas e empregadores de trabalhadores domésticos. O vencimento de abril e maio 2020, relativo às competências de março e abril, passou para agosto e outubro 2020.

Releases

About Release enviado por Ana Borges

Assessora de imprensa