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CARDIOLOGISTAS DISCUTIRÃO AMANHÃ COMO NOVAS DESCOBERTAS TORNAM MEDICINA MAIS EFICAZ E BARATA

By 17 de setembro de 2012 Você Informa

As mais recentes pesquisas e descobertas da Medicina vão influir no trabalho do consultório médico, pois algumas tornam mais eficaz, menos arriscados e também mais baratos os tratamentos dos pacientes cardíacos. Este o tema do simpósio da ‘European Society of Cardiology e da Sociedade Brasileira de Cardiologia’, que se realiza amanhã, dia 16, no 67º Congresso Brasileiro de Cardiologia’, no auditório 10, no 2º andar do Centro de Convenções de Pernambuco.
O tema do simpósio é ‘Ensaios Clínicos que Modificaram a Prática Vigente’, explica o cardiologista brasileiro Iran Castro, que participa do evento no qual também estarão falando o pesquisador inglês Carlo di Mario, o francês Michel Komajda, o austríaco Burker Mathias Pieske, o português Fausto Pinto, o cardiologista grego Panos Vardas e vários especialistas brasileiros.
Iran Castro explica que no momento em que há queixas contra os altos custos da Medicina moderna, pesquisas como a que reduz o tempo do antiadesivo plaquetário são importantes não só porque diminuem o risco de efeitos colaterais como o sangramento, como porque tornam o tratamento mais barato. A pesquisa, inglesa, mostra que em vez de ministrar ao paciente o antiadesivo por 24 meses, como se faz atualmente, depois da colocação de um ‘stent’, para impedir uma trombose, pode-se usar o produto por apenas 6 meses, com o mesmo resultado, do ponto de vista estatístico.
Este não é o único exemplo, porém, outra pesquisa comparou a mortalidade dos pacientes operados com circulação extracorpórea, isto é, que tiveram o sangue oxigenado externamente por um equipamento caro, durante a operação, e os pacientes que não contaram com esse recurso. A conclusão do levantamento é que nas duas opções a mortalidade é extremamente semelhante.
Os médicos brasileiros dizem que neste caso a pesquisa indica que hospitais de menos recursos, que não podem contar com equipamento para circulação extracorpórea, poderão realizar as cirurgias com a mesma segurança e com menos possibilidade de complicações, entre as quais injúria renal, falha respiratória, conseguindo ainda uma revascularização precoce do coração.
Outro resultado das recentes pesquisas indica que a angioplastia planejada para desobstruir uma coronária tem o mesmo resultado, do ponto de vista estatístico, quando o hospital conta ou não conta com um cirurgião cardíaco de plantão, o que até agora era regra, levando em conta que teoricamente pelo menos havia risco de infarto ou de trombose da coronária durante o procedimento.
“Algumas descobertas recentes, mas ainda não incorporadas à Medicina brasileira também terão positivo a médio prazo”, garante Iran Castro, como a ‘FFR’ ou reserva de fluxo coronário. “É um tema complicado para o leigo”, alerta ele, mas de forma simplificada pode-se dizer que o cirurgião opera um paciente quando conclui que mais de 15% do músculo cardíaco vai sofrer. E não opera ou coloca stent quando conclui que essa área isquêmica, que deixará de receber sangue, será menor do que 10%.
Para medir essa ‘reserva de fluxo cardíaco’, é preciso levar em conta a circulação colateral, isto é, as novas artérias que cresceram no coração ao longo da vida do paciente e que podem cumprir a função da coronária obstruída ou semiobstruida. Esse cálculo, que hoje é feito pela medição nuclear ou usando um cateter, ou seja, um método invasivo, passará a ser feito por tomografia, muito mais barata que o cateterismo ou pelo menos não invasiva, que não exige a internação do paciente, que também é cara. Em resumo, o médico com um exame mais em conta poderá concluir com segurança que em determinado caso é melhor um tratamento clínico com betabloqueador, aspirina e outras drogas, do que submeter o paciente a uma operação ou stent.
O resultado dessas inovações, garantem os médicos, é uma medicina mais eficaz, de efeito mais rápido quase sempre, mais barata e menos invasiva para o paciente cardíaco. “Isso é muito importante quando, com o envelhecimento da população brasileira, os médicos estão tratando cardiopatas cada vez mais idosos e nos quais é essencial evitar, sempre que possível, uma intervenção invasiva”, conclui.
SERVIÇO:
67º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Empetur
Endereço: Complexo Viário Vice-Governador Barreto Guimarães, s/nº – Salgadinho – Olinda – PE
Datas: 14 a 17 de setembro de 2012
Informações: http://congresso.cardiol.br/67/

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