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Aumenta 220% o número de potenciais doadores de órgãos e tecidos na região Noroeste do Estado de São Paulo

By 12 de maio de 2016 Você Informa

• Graças ao trabalho da Organização de Procura de Órgãos do Hospital de Base de São José do Rio Preto e adesão de outras 12 instituições em 2015 ocorreram 160 NOTIFICAÇÕES de potenciais doadores

• Hospital de Base de Rio Preto recebe MAIS notificações DO QUE 14 ESTADOS brasileiros

• Índice de recusa familiar na região é menor que médias estadual e nacional

O trabalho de seis anos dos profissionais da Organização de Procura de Órgãos do Hospital de Base de Rio Preto, envolvendo outros 12 hospitais do Noroeste do Estado de São Paulo, possibilitou aumento de 220% no número de notificações de potenciais doadores de órgãos e tecidos na região.

O número mais que triplicou em 2015 em relação a 2009. Ano passado, a OPO do HB recebeu 160 notificações de potenciais doadores, contra 50, sete anos atrás, quando começou o trabalho de conscientização e treinamento executo pela OPO junto aos profissionais das instituições de Saúde da região.

Em relação a 2014, o aumento é também considerável, de 41%. O desempenho da OPO do Hospital de Base destaca-se quando se considera o do Estado de São Paulo, cujo aumento de doações foi de 10% em 2015 em relação ao ano anterior. Outro aumento importante foi o do número de doadores de múltiplos órgãos, que saltou de 38, em 2014, para 60 em 2015.

“Esses dados refletem o engajamento dos profissionais do HB que realizam reuniões, eventos e treinamentos, capacitando atualmente 12 instituições de saúde na região de atuação para que, mesmo em instituições de menor porte, tenhamos enfermeiros e médicos aptos a notificar um possível doador. Outro importante dado que demonstra o quanto estas instituições aderiram ao trabalho de captação é que, antes, o HB respondia por 99% dos órgãos notificados na região.
Agora, as cidades vizinhas obtêm quase 50% dos potenciais doadores”, ressalta o coordenador da OPO e diretor clínico do Hospital de Base, o médico nefrologista João Fernando Pícollo.

Há outras duas causas do aumento das notificações, na análise do médico nefrologista Horácio José Ramalho, diretor-executivo da Funfarme – Fundação Faculdade Regional de Medicina, da qual faz parte o Hospital de Base. “Por ser o HB e o Hospital da Criança e Maternidade centros de referência em transplantes e com uma OPO atuante, facilita e motiva as comunidades da região a decidirem pela doação, porque sabem que contarão com profissionais bem preparados e infraestrutura pronta para fazer a captação e transplante”, afirma Dr. Horácio.

Outro motivo apontado pelo diretor é a maior visibilidade que ganharam as histórias de famílias que decidem pela doação e os transplantes realizados nos hospitais da Funfarme. “Nas comunidades da nossa região, é cada vez mais comum as histórias de pessoas ou família que decidiram doar os órgãos ou de pessoas que fizeram um transplante. A proximidade com estas pessoas vai eliminando os pré-conceitos que existem sobre a doação de órgãos e tecidos e o transplante”, diz o diretor-executivo.

INSTITUIÇÕES DE SAÚDE QUE MAIS NOTIFICAM

Entre as instituições que mais notificam estão os hospitais de Catanduva e de Araçatuba, com 15% e 17%, respectivamente. “Em 2014, a Santa Casa de Araçatuba realizou apenas 3 notificações, representando 1,2% do total dos casos. Já em 2015, com a implantação definitiva pela OPO do HB e a Secretaria Estadual de Saúde da Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIHT), as notificações de suspeita de morte encefálica e na doação de órgãos saltaram para 27, correspondendo a 16,9% dos casos da região”, comemora o médico coordenador da comissão na Santa Casa de Araçatuba, Dr. Rafael Saad.

Outro fator que colaborou para o aumento das notificações nesses últimos foi a queda do índice de rejeição familiar, uma das principais barreiras da doação no país. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em alguns Estados, como Sergipe, Mato Grosso, Rondônia e Maranhão, o índice chega a cerca de 70%. Na região Noroeste do Estado de São Paulo, este índice é de 25%, em média, ou seja, de 10 famílias entrevistadas, 7 a 8 aceitam a doação de órgãos.

Estudos mostram que a família predisposta a doar é aquela que teve a sensação de ter sido bem atendia, bem acolhida e de que não faltou nada no tratamento do potencial doador. “Estamos no caminho certo.
Esse aumento é fruto de um grande trabalho executado por centenas de profissionais, executado há anos, e que prosseguirá. Além das pessoas estarem mais sensíveis à doação, a capacitação desses profissionais ao entrevistar a família é essencial.”

Número de notificações de possíveis doadores de órgãos na FUNFARME e em outros estados

O resultado da OPO do Hospital de Base em 2015 ultrapassa os de 14 Estados brasileiros:

OPO HOSPITAL DE BASE – 160 notificações de possíveis doadores

Acre – 61

Alagoas – 53

Amapá – 0

Amazonas – 126

Maranhão – 137

Mato Grosso – 58

Mato Grosso do Sul – 133

Paraíba – 142

Piauí – 85

Rio Grande do Norte – 157

Rondônia – 62

Roraima -13

Sergipe – 100

Tocantins – 20

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