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3 tendências de tecnologia da informação

By 3 de março de 2020 Destaques, TI e Inovação, Você Informa

Os desafios da saúde exigem um olhar para o “infinito e além” dos acrônimos (AI, ML, DL, NLP), mas nem todas as instituições de saúde estão maduras para desenvolver iniciativas neste sentido. Aqui abordamos 3 aplicações de tecnologia simples e eficazes que são tendência no Brasil e estão ao alcance de todos em 2020 para promover um melhor cuidado coordenado e gerar melhores resultados.

1. Telemedicina/ Telenfermagem

A atenção em saúde é classificada em: a) Primária: cuidados prestados por clínicos gerais, b) Secundária: cuidados prestados em locais com internação interna e instalações básicas de diagnóstico, c) Terciária: atendimento especializado que requer uma UTI e diagnóstico especializado.

A vida útil prolongada, a redução do êxodo para as grandes cidades e a maior incidência de doenças crônicas gera uma pressão de custos na saúde e uma maior dependência do suporte especializado. Neste sentido é mais eficaz ter especialistas residentes apenas em área populacional alta, pois é necessário atender um número de pacientes que justifique o respectivo custo.

O livro recém publicado Fundamentals of Telemedicine and Telehealth, da Academic Press (2020) recomenda a sequência a > b > c para quase todos os pacientes, exceto emergências, e a telemedicina tem um papel importante no apoio desta equação ao disponibilizar o melhor atendimento para todos e melhor gestão de custos, tendo sido usada com sucesso no Brasil na modalidade médico>médico e médico>enfermeiro.

Por exemplo, o atendimento crônico precisa de visitas mais frequentes e, portanto, é mais bem gerenciado na atenção primária – que pode e deve ser apoiado via suporte online – diminuindo a necessidade de o paciente viajar e fornecendo ao profissional uma oportunidade de aprender a gerenciar melhor futuros episódios semelhantes.

Também faz muito mais sentido atender pacientes em locais distantes e área populacional baixa através de um clínico geral ou de uma enfermeira com suporte remoto, aumentando a qualidade de cuidado e gerando uma melhor experiencia do paciente.

No Brasil existem instituições e aplicativos especializados no atendimento remoto, ao alcance de todos.

2. Algoritmos clínicos

Permitir que profissionais possam seguir árvores de decisão ou diretrizes de práticas clínicas (clinical paths) ou algoritmos clínicos baseados em evidências e desenvolvidos localmente, orientados por consenso, pode melhorar a qualidade do atendimento porque:

(1) incorpora diretrizes e recomendações nacionais às práticas de cuidado de rotina e, com isso, aumenta o uso de práticas validadas;

(2) reduz a variação desnecessária no atendimento por um único médico ou grupo de médicos, o que melhora a eficiência e a pontualidade e reduz as disparidades

(3) padroniza os processos de atendimento, melhorando a segurança.

Os algoritmos clínicos já estão disponíveis em plataformas de apoio a decisão clínica tanto para as condições clínicas mais recorrentes no Brasil quanto para tratamento ultra especializado, como a oncologia.

3. Prontuário inteligente

O prontuário eletrônico do paciente é base fundamental para a transformação digital, porém não tem as orientações que os médicos e as equipes multidisciplinares precisam para seguir o fluxo de trabalho que gera qualidade do cuidado e segurança que os profissionais e os pacientes precisam e merecem.

É necessário agregar inteligência ao prontuário do paciente por intermédio de Soluções de Apoio à Decisão Clínica (CDS) que trazem as informações que eles precisam, quando eles precisam, durante o fluxo de trabalho. As CDS ainda tornam os processos de preenchimento das informações nos prontuários eletrônicos do paciente fáceis e simples.

Protocolos clínicos em formato de prescrição e planos terapêuticos interdisciplinares prontos para o uso, integrados em prontuários eletrônicos são simples de adotar e tem alto nível de aceitação entre os profissionais de saúde, trazendo não apenas mais eficiência, mas também mais satisfação e mais credibilidade junto aos pacientes, melhorando o desfecho final.

Os principais prontuários do Brasil já possuem estes protocolos e planos embarcados.

Em 2020 mais instituições de saúde buscarão melhorar os resultados por intermédio da transformação digital. As tendências citadas neste artigo devem ser avaliadas e inseridas no planejamento de todos.

Sobre a autora

Claudia Toledo é General Manager da Elsevier Brasil.

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