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3 riscos de utilizar apps de saúde

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A tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas. Se nós a utilizamos nos momentos de lazer, de trabalho e para estudar porque não inseri-las em nossos cuidados com a saúde? Nesse sentido, os smartphones têm colaborado muito com os usuários. Aplicativos que prometem ajudar com dietas, controlar o sono, avisar que é preciso beber água de tempos em tempos e enviar informações sobre os níveis de diabetes são lançados aos montes, diariamente. E com eles, estão surgindo também os dispositivos chamados vestíveis, como pulseiras e sensores que são utilizados em conjunto com outros gadgets.

A intenção dessas invenções pode até ser boa, mas será que eles cumprem de verdade com o proposto? Especialistas da área médica alertam que é preciso ter cuidado com o uso de aplicativos que prometem curar ou diagnosticar doenças.

Em matéria publicada no site do jornal O Globo, o gerente na área de saúde da T-Systems, Jomar Fajardo, enfatiza que os usuários devem ter em mente que grande parte desses aplicativos e aparelhos, que oferecem soluções em saúde, não podem ser considerados como dispositivos médicos e sim como ferramentas de monitoramento, apenas.

— Ou seja, eles são capazes de dar uma indicação do que está acontecendo na rotina da pessoa, mas não podem ser considerados como base para diagnósticos. Essa, em geral, é a proposta das empresas de tecnologia com esses produtos: oferecer parâmetros para o usuário se auto-mensurar — explica Fajardo. — O grande problema é que essas companhias ainda estão tendo uma grande dificuldade de explicitar essa diferença, o que pode causar confusão.

Entre os aplicativos mais comuns estão os que orientam os usuários com a prática de atividades físicas, diagnóstico de doenças e auxiliam em dietas de emagrecimento.

Confira as orientações dos especialistas sobre os riscos de utilizar apps de saúde:

01. Montagem de treinos e atividades físicas direto no aplicativo

Os aplicativos que ofertam a montagem de treinos podem oferecer sérios riscos à saúde de quem ainda não rompeu a barreira dos cinco quilômetros em corridas. O alerta é de Aulus Sellmer, diretor técnico da assessoria esportiva 4any1.

– Eu não aconselho esses aplicativos para amadores. Para correr é necessário saber primeiro escolher o tênis correto, se alongar para prevenir lesões e realizar uma avaliação clínica para saber as condições do corpo – orienta o profissional.

Antes de recorrer a esse tipo de recurso é importante procurar um profissional credenciado no Conselho Federal de Educação Física, passar por uma avaliação e, então, verificar com o educador físico escolhido se é possível utilizar algum aplicativo de apoio.

02. Aplicativo de diagnóstico médico

Existem aplicativos que disponibilizam bancos de dados com informações, características e sintomas de doenças. O usuário seleciona os sinais que está apresentando e o aplicativo mostra as doenças que são relacionadas a eles. Em alguns casos, como os aplicativos de doenças dermatológicas, através de imagens, o usuário pode identificar anomalias e doenças de pele.

Um estudo publicado em 2013 no Journal of the American Medical Association, especializado em dermatologia, revelou que, de 229 aplicativos que oferecem “diagnósticos” de doenças de pele, mais da metade não foi desenvolvida ou projetada com ajuda de médicos especializados.

De lá para cá, muita coisa mudou e avançou em relação a esses aplicativos. Agora, o FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regula e fiscaliza alimentos e medicamentos, é responsável por avaliar e liberar a comercialização desse tipo de app com objetivo de reduzir o número de programas lançados sem consultoria de especialistas.

03. Emagreça utilizando aplicativos

Atualmente no Brasil, mais de 50% da população está acima do peso e uma das justificativas do brasileiro, para este dado, é a falta de tempo disponível para a prática de atividades físicas. Por isso, e por inúmeros motivos, algumas pessoas vêm recorrendo aos aplicativos de dieta com objetivo de emagrecer e ficar em forma.

Há quem diga que esses aplicativos oferecem resultados de verdade, pois motivam os usuários, servem como um tipo de fiscal e facilitam a vida de quem precisa fazer dieta.

Por outro lado, em entrevista ao G1, o endocrinologista Marcio Mancini, da Sociedade Brasileira Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP), alerta para os riscos que esses aplicativos podem oferecer. Segundo Mancini, eles oferecem orientações generalizadas e que nem sempre podem ser aplicadas por qualquer pessoa.

O nutricionista do Hospital Beneficiência Portuguesa de São Paulo, Alessandro Aguiar de Oliveira, concorda e completa: – A maioria propõe uma programação de perda de peso de até 8 quilos por mês, quando o indicado é perder de 3 a 4 quilos no máximo. Eles também não levam em conta se a pessoa tem alguma patologia como diabetes, por exemplo.

Aplicativos que cumprem com o prometido sem prejudicar a saúde dos usuários

É inegável que um objetivo que esses apps cumprem é facilitar a vida dos usuários. A maioria das pessoas que recorrem a esse tipo de tecnologia quer ferramentas que ofereçam agilidade e não tomem muito de o tempo do usuário.

Porém, devemos ter sempre em mente que nenhum desses serviços pode substituir a orientação e a avaliação médica. Muito pelo contrário. Para procurar atendimento especializado o paciente também pode contar com a ajuda de aplicativos que apresentam os serviços de saúde mais próximos, evitando que o usuário perca tempo procurando um estabelecimento.

O Hospital+, por exemplo, é um aplicativo que auxilia os pacientes nessa busca, apresentando os serviços de saúde que estão mais próximos no momento em que ele precisa. Além disso, o paciente pode buscar em outras regiões ou procurar por um profissional específico.

Iniciativas como esta são bem recebidas pelo público. – Facilita saber onde estão os hospitais, principalmente quando não conhecemos o local, pois quando a questão é de saúde, temos a tendência de nos desesperar. Com o app já temos uma opção racional de pesquisa – Elis Angela, usuária do aplicativo Hospital+.

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Fonte: Fabiana Lima – Content Marketing at StartiOne
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**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da Live Healthcare Media ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

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