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Tráfego na rede está uma carroça? Ela pode prejudicar a gestão das empresas do setor de Saúde

By 16 de dezembro de 2019 TI e Inovação

As empresas do setor de Saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, operador de serviços), independentemente do seu porte ou localidade, podem ser prejudicadas pela baixa conectividade da Internet e lentidão do tráfego de dados e de aplicações na sua rede corporativa. A lentidão pode afetar negativamente o acesso aos prontuários e exames, agendamento de consultas, faturamento, estoque e relacionamento com sua rede de clientes, fornecedores, credenciados entre outros. Além do desempenho das atividades, o problema afeta negativamente os negócios, a produtividade e o lucro. Como solucionar este problema?

O tráfego lento e a baixa resposta das aplicações podem ter origem em uma Internet lenta ou má dimensionada, sobrecarga em servidores e sistemas, erros no dimensionamento do conjunto de recursos de TI e de dispositivos, configuração de proxy, de firewall e antivírus, além da ação de códigos maliciosos a partir de ataque cibernético. Este último pode levar a empresa a uma situação de alto risco, como o sequestro de dados via ransomware ou a manipulação ou desvio de informações confidenciais que possam prejudicar o cumprimento das novas regras de proteção de dados pessoais, a LGPD e GDPR.

A falta de atualizações de sistemas, plugins, navegadores, componentes Java também contribui fortemente para emperrar as estações de trabalho e toda a rede, impondo à equipe de suporte uma sobrecarga de trabalho. Do lado do usuário, o baixo tempo de resposta de aplicações é o sintoma mais perceptível, fazendo com que ele reclame que o “computador não anda” e acione o suporte repetidas vezes até que o problema possa ser identificado e resolvido.

A lentidão na rede resulta no atraso nos processos de negócios. Em uma empresa com centenas – ou milhares – de usuários conectados ao mesmo tempo, imagine o transtorno. Se tempo é dinheiro, imagine o prejuízo.

Primeiros passos

Levando-se em conta que a lentidão da rede pode ter muitas origens, é aconselhável realizar o mapeamento de hardware e sistemas. Empresas com uma base instalada muito antiga é, em geral, a que mais apresenta falhas e brechas para o acesso não autorizado. Um exemplo é o Windows 7, ainda utilizado por milhões de empresas em todo mundo, mesmo tendo a Microsoft anunciado o fim do suporte ao sistema operacional, previsto para início de 2020. A modernização do parque de TI pode exigir um orçamento acima da capacidade financeira da empresa, mas é possível avançar com algumas medidas simples. Entre elas podemos listar:

Atualização de hardware – Assim como milhões de empresas ainda trabalham com o Windows 7, é verdade que boa parte delas ainda possui um parque de hardware desatualizado. É possível encontrar antigos computadores com apenas 1 GB de memória e pouca capacidade de processamento de máquina. Pode-se pensar em um plano de ação onde a modernização das máquinas comece por áreas mais críticas aos negócios.

Atualização de sistemas – A maior parte dos sistemas legados existente nas empresas cumpre o requisito básico operacional, mas não recebe atualizações, principalmente quanto ao quesito segurança, uma situação que coloca em risco todo o ambiente de TI. Uma brecha não corrigida em um software pode permitir, por exemplo, que um malware monitore a rede e abra uma porta para a invasão de códigos maliciosos em outras áreas da empresa. Mantenha, portanto, a mais recente versão de todos os sistemas;

Integração de sistemas – A adaptação e integração de sistemas legados às novas aplicações de software – incluindo nuvem e mobilidade empresarial – é um desafio recorrente nas empresas, onde as equipes de TI se sobrecarregam com tarefas de suporte ao usuário e demandam tecnologias capazes de responder aos objetivos dos negócios. Plataformas modernas de integração permitem criar um barramento de comunicação entre sistemas legados com aplicações mais modernas. Opte por uma tecnologia que possua o maior número de conectores homologados pelos fabricantes de software e que permita realizar customizações livre de código;

Monitoramento e otimização dos recursos de TI e a rede corporativa – Aliada aos passos anteriores, a esta é uma tarefa cotidiana vital que permite melhorar o tráfego de dados e a respostas das aplicações empresariais. A partir do uso de ferramentas especialmente projetadas para esta finalidade, é possível obter a visibilidade de toda a rede corporativa e identificar gargalos, padrões de comportamento de tráfego, acessos não autorizados internos ou externo (incluindo invasão de códigos maliciosos). A tomada de decisão dos gestores de TI e administradores de rede é facilitada e contribui nas correções necessárias, desde o dimensionamento adequado dos recursos, isolando as causas, reforçando a segurança e garantindo a satisfação dos usuários.

Este conjunto de ações impulsiona a governança e permite estabelecer as políticas de uso de aplicações e de proteção à rede corporativa. Afinal, recursos de TI bem ajustados impactam positivamente nos resultados dos negócios.

Sobre o autor

Marco Catunda, CTO da Telcomanager, fornecedora de tecnologias de monitoramento de redes corporativas.

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