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Tecnologia e robótica por trás da desinfecção de ambientes

By 23 de outubro de 2020 TI e Inovação

Conheça a ciência de ponta utilizada em hospitais, que hoje é referência para outros setores

Os processos de desinfecção ganharam um novo espaço. Aquilo que, no pré-COVID-19, era visto como algo exclusivo para instituições hospitalares se tornou prática indicada para os mais diferentes estabelecimentos, como hotéisescolaslojasescritórios, meios de transporte, entre outros.

No momento de pandemia, a tecnologia é uma aliada não só dos hospitais, mas de todos os que buscam a proteção de seus clientes e colaboradores.

A seguir, apresentamos 4 elementos essenciais por trás da desinfecção robotizada de última geração, adotada pelos principais hospitais do Brasil e que podem também beneficiar outros setores.

1)    Peróxido de hidrogênio e Prata

Duas substâncias químicas com elevado potencial de ação na desinfecção de ambientes e superfícies hospitalares: o peróxido de hidrogênio (H2O2) associado a íons de prata (AgNPs)., considerado um desinfetante de alto nível, a ação combinada entre os dois princípios ativos permite eliminar vírus, bactérias, fungos, esporos e até micobactérias causadoras de tuberculose. O peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada, reage com o ambiente formando radicais livres que atacam a membrana celular do microrganismo e os íons de prata agridem o DNA e outras estruturas dos germes que impedem a sua reprodução.

“O peróxido de hidrogênio associado aos íons de prata, tem ação germicida superior na eliminação de microrganismos, quando comparado a outros desinfetantes como o álcool 70%, cloro, dióxido de cloro e quarternário de amônio. Algumas vantagens do produto destacam-se pela maior eficácia na descontaminação de materiais porosos, possui baixo poder de espuma, não requerendo enxague, e é seguro para o meio ambiente”, aponta Ellen Cardoso, pós-graduada em Controle de Infecção relacionada à assistência à saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

2)    Aerossol

Utilizar apenas bons produtos químicos, porém, não garante a higienização completa do ambiente. Isso porque processos que dependem da ação humana têm limitações. É possível que, ao passar um produto manualmente, alguns locais não sejam alcançados – os chamados “pontos de sombra”. Para evitar essa falha, foi desenvolvido na suíça um robô que transforma o peróxido de hidrogênio associado aos íons de prata em aerossol.

O robô HyperDryMist®, e tem cerca de 25cm (L)X42cm(P)X50cm(A). Na prática, ele lança uma “nuvem” seca de desinfetantes no ambiente fechado, fazendo com que o produto chegue a todos os espaços e elimine 99,9999% dos micro-organismos. Todo o processo leva 3,9 s/m³, e não é necessário que ninguém fique na sala no momento da desinfecção.

“Em termos de eficiência, não necessitamos represar um colaborador da higiene exclusivamente para esta função, e assim, não existe um comprometimento ergonômico e nem a preocupação com EPIs específicos para evitar quaisquer riscos de inalação ou uma falta de padronização de tempo, custos e método”, diz Marcelo Boeger, consultor de hotelaria e facilities.

3)    Biomarcadores para rastreabilidade

Nos hospitais de ponta, para se ter certeza que uma superfície foi desinfetada, são utilizados marcadores químicos que, quando em contato com o produto de limpeza, mudam de cor. O equipamento libera um relatório com todas as informações sobre a rastreabilidade e ações executadas, quantidade de produto utilizada e dados inerentes ao processo.

4)    Cálculo da quantidade de produto

Quanto produto deve ser utilizado para desinfetar determinado espaço? Saber essa proporção é algo que os hospitais valorizam. Isso porque, se for utilizado menos produtos químicos do que o necessário, pode-se reduzir a eficácia da ação germicida. Por outro lado, quando se utiliza mais do que o necessário, gera-se desperdício.

Uma das formas mais simples de solucionar essa equação também é por meio da robótica. Quando é feita a contratação os ambientes são calculados e os dados inseridos no equipamento que já calcula e modula a quantidade de desinfetante a ser utilizado proporcionalmente à metragem cúbica do local. Em outras palavras, ele prevê a quantidade de saneante a ser usado, conseguindo atingir uma uniformidade para todo o ambiente a ser desinfetado.

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