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Segurança e governança em cloud computing

By 1 de julho de 2019 Destaques, TI e Inovação

Não há motivos para existir receio na utilização do serviço de nuvem para armazenamento de dados sigilosos. A máxima de “tememos o que não conhecemos” é aplicável apenas para quem ainda não compreende o que esta solução pode trazer de melhorias.

Hoje esse medo já diminuiu e a área da saúde se sente confortável em contar com este modelo. Não existe área mais criteriosa em relação à segurança, por exemplo, que a financeira e com sua expansão no uso de nuvens, o mercado a acompanhou.

Eronides Jr, diretor comercial da Dedalus, nos contou o que cloud computing traz em questão de segurança. Em primeiro lugar, tecnologia. É perfeitamente possível fornecer acesso à determinada informação somente a determinadas pessoas. O gerenciamento de segurança das empresas que fornecem a plataforma consegue dizer quem acessa e quando acessa um dado.

Além disso, quem trabalha com cloud recebe uma certificação e é auditado periodicamente pelos provedores desta tecnologia. É feito um monitoramento da gestão de segurança.

Os protocolos de segurança impedem vazamento de informações e ataques virtuais. Além de todos os dados serem criptografados na nuvem. “As portas USB são travadas em 99,9% da empresa por exemplo, pois não poderíamos permitir que um funcionário pegasse dados em um pen drive e baixasse em sua casa”, diz Eronides.

Por último, é garantida a rastreabilidade dos dados, que funciona como uma identidade. Seu cadastro possui uma etiqueta que permite saber por onde e por quem esta informação passou.

Estas etapas formam camadas de proteção e permitem que tudo fique nas nuvens, desde bancos a hospitais. Isso muda a história e a legislação. Mas o grande diferencial continua sendo a governança destes ecossistemas, que pode simplificar o acompanhamento e a análise de dados de maneira estratégica além de permitir redução de desperdícios e custos gerais.

Perguntei à diretora de Marketing, Patrícia Mazzonetto, como é conduzida a comunicação com os clientes de saúde que em sua maioria não possuem conhecimento destas tecnologias. “Nós não vendemos IoT, nós vendemos o nome da solução para o cliente, como por exemplo uma solução para prevenção de queda em hospitais”, diz. “É preciso simplificar a comunicação para que qualquer pessoa entenda o que fazemos”, completa Patrícia.

Muitos clientes não possuem uma área estruturada de TI e quem faz a conexão entre a assistência e a solução técnica é a própria Dedalus. O contato às vezes é feito direto com a pessoa que toma decisões na instituição e que pode não entender tecnicamente como a mesma funciona mas reconhece as melhorias que ela traz. Ricardo Bueno, diretor de operações, fez uma ótima analogia: “Você pode pensar o usuário da nuvem como um usuário de energia elétrica. Ele não sabe como a energia chega até ele, ele apenas liga e desliga o interruptor e paga pelo seu consumo.”

Pamela Paschoa

About Pamela Paschoa

Farmacêutica pela Unicamp, atuou por 8 anos como farmacêutica clínica em instituições públicas e privadas. Foi tutora e preceptora de programas de residência multidisciplinar. Hoje atua na produção de conteúdo para portal Saúde Business e na curadoria dos eventos Hospitalar, Healthcare Innovation Show e Saúde Business Fórum.

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