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Ronco e apneia do sono: tecnologia brasileira ajuda diagnosticar essa doença crônica através de aplicativo no celular

By 13 de março de 2020 TI e Inovação
Telemedicina a favor do sono
  • Solução simples e de baixo custo criada pela empresa Biologix permite que os pacientes realizem o exame no conforto de casa
  • Por trás do ronco existe um problema muito maior: somente na cidade de São Paulo, 42% dos paulistanos roncam e 33% são portadores de apneia

Na semana em que é celebrado este ano o Dia Mundial do Sono (13 de março, sexta-feira), uma empresa brasileira com sede em São Paulo e criada com o objetivo de contribuir para o diagnóstico do ronco e apneia obstrutiva do sono (AOS) – a Biologix -, está reforçando a importância e o impacto da doença para a qualidade de vida da população. Por meio de uma solução ligada a um aplicativo no celular, eles têm ampliado o número de exames em pacientes, que obtém o seu diagnostico rápido, sem sair de casa.

A apneia é caracterizada por paradas respiratórias durante o sono causadas por interrupções das vias aéreas superiores, normalmente acompanhada de ronco alto e frequente e redução da saturação de oxigênio no sangue. De acordo com dados do EPISONO, projeto de pesquisa único no mundo, realizado pelo Instituto do Sono para verificar a qualidade do sono da população da cidade de São Paulo, 42% dos paulistanos roncam e 33% são portadores de apneia.

O sistema da Biologix oferece uma plataforma online, ou seja, um monitoramento digital que permite que profissionais de saúde ofereçam a seus pacientes um exame simplificado, de baixo custo e que pode ser feito no conforto de casa.  A solução consiste na utilização, por parte do paciente, de um sensor sem fio, que é um oxímetro,  e um aplicativo, também criado pela Biologix. Esse sensor é colocado no dedo e fixado com uma fita para garantir que não solte. 

Com a criação aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o oxímetro detecta quantos eventos de queda de oxigenação ocorreram por hora e envia, por meio de bluetooth, ao aplicativo instalado no smartphone do paciente, dispensando a necessidade de fios. Devido ao uso da transmissão via Bluetooth, a empresa conta também com aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Além disso, já passou por um processo de validação no Instituto do Coração (InCor)

“Uma queda de 3% do nível de oxigenação sanguínea já indica a ocorrência de apneia. Nos casos mais graves, a oxigenação chega a cair 25%. E isso várias vezes por noite. As repetidas pausas na respiração levam à diminuição do fluxo de oxigênio para o coração e o cérebro, o que aumenta a pressão arterial e pulmonar, desencadeia processos inflamatórios (que podem dar início a doenças) e eleva o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral e infarto)”, explica o engenheiro eletrônico e fundador da Biologix, Tácito de Almeida, que acredita e defende a praticidade do modelo atual.

“A polissonografia exige que o paciente durma uma noite em clínica ou hospital com vários eletrodos presos ao corpo. Um exame desconfortável e difícil agendamento até por conta da rotina das pessoas. Por isso, nós criamos essa metodologia, que leva o exame para a casa do paciente”, diz Almeida.

Ele explica ainda que o objetivo da empresa é prestar o serviço e não vender o produto. “Os resultados são avaliados por um especialista que vai diagnosticar a condição do sono do paciente. Portanto, a pessoa pode fazer o teste em casa e o equipamento é retirando pela clínica ou laboratório responsável para a análise”.

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