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Por que apps de hospitais não são eficientes?

By 7 de janeiro de 2016 TI e Inovação

Para acompanhar o ritmo da população cada vez mais conectada à tecnologia, muitos hospitais nos EUA desenvolveram aplicativos para dispositivos móveis como smartphones e tablets. No entanto, um relatório da consultora de tecnologia Accenture aponta que esses apps não estão atingindo as expectativas e necessidades dos pacientes.

Leia Mais: Como apps estão ajudando o sistema de saúde na China?

O relatório diz que enquanto 54% dos consumidores de saúde querem interagir mais com provedores de saúde através de apps em seus smartphones, porém, apenas 2% dos pacientes utilizando o aplicativo de seus hospitais atualmente.

Mesmo que nem todos hospitais ofereçam um aplicativo para seus pacientes, muitos deles o fazem: 66% dos 100 maiores hospitais dos EUA possuem algum tipo de app para mobile disponível.

Porém, a maioria deles não vêm obtendo uma recepção muito boa de seus pacientes. E isso se deve a dois motivos:

1. Fraca experiência de usuário

2. Funcionalidade ruim

Além disso, apenas 11% dos apps desenvolvidos por hospitais possuem as três funcionalidades que os pacientes mais procuram:

  • Acesso à registros médicos eletrônicos;
  • Habilidade de agendar, cancelar ou mudar consultas;
  • Segunda via de prescrições médicas.

Ao mesmo tempo, empresas terceiras, conhecidas como “digital health disruptors” no relatório da Accenture, estão entrando no mercado com seus próprios apps relacionados à saúde. Eles oferecem um aplicativo que mais se aproxima das necessidades dos consumidores, e isso está fazendo com que os apps de hospitais se tornem impopulares.

Para ilustrar melhor esse ponto, a Accenture comparou vários apps de saúde disponíveis nas lojas do Google Play e iTunes.

Aplicativos de saúde desenvolvidos por provedores de saúde e hospitais receberam classificações medíocres (uma média de 3.6 de 5) e poucos downloads (em torno de 7000).

Pacientes estão respondendo melhor à apps de saúde de terceiros, como o ZocDoc, que permite que os pacientes agendem consultas. Esse aplicativo recebeu em média uma classificação de 4.5 e teve mais de 300 mil downloads.

Outro app de sucesso é o iTriage que dá aos pacientes respostas rápidas para perguntas sobre sintomas que os paciente estão experienciando. Este aplicativo já possui mais de um milhão de downloads e tem uma classificação de 4.5.

Isso deixa claro que a demanda por aplicativos de saúde existe, mas hospitais não estão criando apps que valham à pena na visão dos pacientes.

Como mudar esta situação?
Para hospitais que procuram engajar seus pacientes no uso de dispositivos móveis, a Accenture recomenda uma abordagem colaborativa. Ao invés de utilizar sua própria equipe de TI para desenvolver seu app, fazer uma parceria com uma empresa de terceiros na qual os pacientes já confiam.

Desta forma, é mais fácil incorporar as funcionalidades mais desejadas pelos pacientes em seus apps sem se sentir como se estivesse reinventar a roda, ou gastar esforços em programas que pacientes não irão usar.

*Com informações do Healthcare Business & Technology em 06/01/16.

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