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ONU quer descobrir tendências com redes sociais

By 8 de julho de 2014 TI e Inovação
As Nações Unidas anunciou na última quinta-feira (3) que cientistas estão trabalhando com agregação de dados e ferramentas de filtragem da DataSift para estudar as diversas opiniões e atitudes das pessoas ao redor do planeta sobre questões referentes à pobreza, miséria, saúde e outros tópicos humanitários. A está acontecendo em Nova York, nos Estados Unidos; em Jacarta, na Indonésia; e Kampala, na Uganda. 

O vice-presidente de marketing da DataSift, Jason Rose, afirmou que pesquisadores do Global Pulse, laboratório de inovações das Nações Unidas que utiliza big data para auxiliar desenvolvimentos sustentáveis e esforços humanitários, irão utilizar a plataforma DataSift para analisar dados sociais por meio de uma variedade de projetos.

“As pessoas frequentemente pensam na análise de dados sociais como uma ferramenta essencialmente funcional para monitorar opiniões referentes a uma determinada marca, pensando em serviços a clientes”, afirmou Rose durante entrevista à InformationWeek norte-americana.

A DataSift espera que a parceria com o Global Pulse irá mudar essa percepção. A companhia processa dois bilhões de interações sociais por dia através de uma série de plataformas, incluindo Twitter, Tumbler e WordPress.

“Nossa ferramenta é projetada para capturar e filtrar as milhares de interações, ou para qualquer número que seja relevante para determinado tópico ou organização”, explicou Rose.

O Global Pulse utilizará o DataSift de diversas maneiras. Um projeto irá examinar atitudes voltadas para imunização, visando melhorar o sucesso de campanhas de vacinação e prevenir a propagação de doenças, por exemplo. Outro irá explorar como famílias lidam com situações difíceis quando estão frente a altas inesperadas no preço dos alimentos.

A ferramenta de streaming-data ajuda os cientistas das Nações Unidas a descobrir e analisar rapidamente tendências emergentes.

“Isso nos permitiu criar novas técnicas e métodos que irão dar aos desenvolvedores os insights importantes que são necessários para melhorar o bem-estar das comunidades em todo o planeta”, relatou Robert Kirkpatrick, diretor do Global Pulse.

Segundo Rose, um uso potencial da ferramenta é a detecção prévia de surtos de doenças, assim como questões de identificação e atitudes relativas à imunização.

Desafios

Entretanto, usar dados online para mensurar os problemas do mundo real pode ser complicado. Quando o Google lançou o website Flu Trends, em 2008, a companhia alegou que o serviço – que analisa consultas de buscas agregadas -, poderia detectar o surgimento de doenças mais rápido do que agências globais de saúde. Mas, durante os anos de 2012 e 2013, o Google Flu Trends superestimou a incidência do Influenza H1N1 nos Estados Unidos – resultado dos seus algoritmos não terem sido ajustado para considerar em relação a “cobertura de mídia intensificada” de surtos da gripe, justificou o Google.

“Este não é o trabalho que a DataSift está fazendo”, contrapõe Rose. Segundo ele, o software da empresa permite que os cientistas do Global Pulse apliquem seus próprios algoritmos.

“Eles estão mantendo, atualizando, ajustando e testando seus algoritmos baseados na informação que nós estamos enviando para eles. Nós também temos um armazenamento de dados de histórico. Para muitas das nossas fontes de dados, você pode voltar três ou quatro anos e testar novamente todos os seus algoritmos contra surtos já conhecidos e eventos que aconteceram no passado, e então calibrar seus algoritmos daquele jeito também”, acrescentou Rose.

O executivo também ressaltou que o Twitter não é a única fonte da reserva de dados sociais do DataSift. “O WordPress é outra fonte-chave. 22% dos websites mundiais estão operando na plataforma”, apontou.

Rose ainda acrescentou que os esforços das Nações Unidas com relação à análise de dados sociais mostram o potencial do projeto.

“Nós estamos arranhando a superfície da aplicabilidade de dados sociais, e eu aplaudo iniciativas sem fins lucrativos como a que o Global Pulse está fazendo, indo lá e aplicando isto em novos e inovadores meios que estão fazendo bem ao planeta”, concluiu Rose.

*Fonte: Information Week EUA; replicada pelo portal IT Forum 365 
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