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O reconhecimento facial e a Apple

By 14 de setembro de 2017 TI e Inovação

No último dia 12, a Apple realizou a apresentação dos seus próximos lançamentos, porém os novos iPhone 8 e iPhone 8 Plus não eram os únicos smartphones a fazerem parte dos novos anúncios.

Para celebrar os dez anos do iPhone, a empresa realizou o anúncio do aguardado iPhone X  –  o “iPhone dez”, com o intuito de orientar os rumos da tecnologia pelos próximos anos.

Uma particularidade que o aparelho traz é o sumiço do botão Home, isto significa que o desbloqueio do iPhone X passa a ser realizado através da tecnologia facial Face ID, que projeta cerca de 30 mil pontos infravermelhos no rosto do usuário para o seu reconhecimento.

Segundo a Apple, o dispositivo é capaz de processar a leitura facial localmente – sem depender de conexão com a Internet – e se adapta às mudanças no rosto do usuário, como se uma pessoa deixar a barba crescer ou estiver utilizando acessórios no rosto.

O reconhecimento facial é algo já discutido no setor de saúde, um software criado pelo Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos Estados Unidos (NHGRI, na sigla em Inglês) consegue detectar só pela face a rara síndrome genética de DiGeorge.

Uma das maiores dificuldades para a realização do tratamento dessa síndrome apontada pelos especialistas é o não reconhecimento da doença com facilidade, retardando assim o diagnóstico.

Com o uso do software, aplicando a tecnologia de reconhecimento facial, os cientistas do NHGRI compararam os rostos de aproximadamente cento e cinquenta e seis caucasianos, africanos, asiáticos, latino-americanos com os de pessoas sem a doença. Com base de cento e vinte e seis medidas diferentes da face, a taxa de exatidão de diagnósticos alcançou 96,6%.

Sendo assim, a Apple conseguirá expandir sua atuação na área da saúde? Tim Cook, CEO da Apple, declarou que a saúde é uma das preocupações da gigante tecnológica, visto os investimentos realizados com os seus wearables e seus aplicativos de monitoramento e bem-estar, por exemplo.

Sabemos que a Apple vem dando passos gigantes em direção ao futuro da saúde digital e a esperança é que em futuro não muito distante, seja necessário apenas um profissional de saúde realizar o reconhecimento facial de um paciente para identificar síndromes genéticas que o acometem, seja a citada DiGeorge, Down, entre outras, de maneira sustentável sem elevar os custos do setor.

 

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