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O futuro da saúde populacional com a tecnologia

By 24 de junho de 2019 Destaques, Mercado, TI e Inovação
Saúde populacional é parte inerente da saúde digital. Com acesso cada vez mais difundido globalmente, a gestão integrada da saúde se faz necessária e é hoje uma tendência. Conversamos com Jeff Arnold, CEO do Sharecare, uma das empresas inovadoras na digitalização da saúde, após sua palestra de tema “Tendências e desafios para a saúde digital” no Seminário Internacional de Saúde da População realizado pela FGV.
Jeff é um visionário da área. Enxerga o futuro da saúde digital cada vez mais consolidado, onde tudo estará disponível em uma plataforma única, amigável e acessível. A ideia é: uma identidade, uma plataforma. Na prática, isso quer dizer que em vez de termos vários aplicativos de saúde, de bancos, entre outros em nosso celular, eles todos serão acessados por um único local chamado “Saúde” e “Dinheiro”, por exemplo.
Outra previsão, seria a concepção do que Jeff chama de People Places Policy, Política de Locais de Pessoas em tradução livre. Comparável à integração da ferramenta de pesquisa do Google com o Google Maps, haverá um escaneamento do ambiente fornecendo uma previsão para a saúde do usuário, considerando a salubridade do local.
“É preciso conquistar a confiança necessária em relação à segurança dos dados e oferecer tecnologia descomplicada para todas as partes interessadas. Se as pessoas se confundem, elas não se engajam”, diz Jeff. É preciso comprometimento do usuário para que os dados coletados sejam fidedignos e as ações a partir deles produzam um real impacto na saúde das pessoas.
O sucesso para um alto engajamento é atribuído também às diferentes formas de coletar as informações. No caso do Sharecare, elas podem ser reportadas pelo próprio usuário, pelo rastreamento do aparelho (celular ou wearable), através de dados de determinantes de saúde, relatórios médicos de qualquer serviço utilizado e pelo que é chamado de medical claims (Computer Linked Automated Information Management System).
Uma experiência bem sucedida foi a parceria entre o Sharecare e o Walmart. Com um programa de recompensas por hábitos saudáveis, os colaboradores conseguem reverter seus hábitos saudáveis em dinheiro. E caso este dinheiro seja usado para compras consideradas saudáveis no próprio Walmart, como frutas, verduras e legumes por exemplo, ele vale o dobro.
O princípio que sustenta toda e qualquer experiência do usuário deve ser a confiança. “Eu acredito que as pessoas não confiarão em aplicativos se estes forem fornecidos pelas suas seguradoras ou seus empregadores. Nosso papel é ser o condutor imparcial neste processo, como fizemos nos EUA”, diz Jeff.
Podemos considerar que o sistema de saúde está de ponta cabeça quando utiliza o modelo de fee for service, que lucra quando ficamos doentes. Quando pensamos em value based care o risco financeiro é “empurrado” para o sistema como um todo e o senso de estar mais próximo, acompanhar o paciente, aumenta.
Desta forma, cresce o interesse de todos em prevenção, em manter o paciente longe dos hospitais e de procedimentos desnecessários. As ferramentas que possibilitam essa inversão no olhar da saúde crescem, se fortalecem e se tornam cada vez mais aceitas por todas as partes.
Pamela Paschoa

About Pamela Paschoa

Farmacêutica pela Unicamp, atuou por 8 anos como farmacêutica clínica em instituições públicas e privadas. Foi tutora e preceptora de programas de residência multidisciplinar. Hoje atua na produção de conteúdo para portal Saúde Business e na curadoria dos eventos Hospitalar, Healthcare Innovation Show e Saúde Business Fórum.

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