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Médicos e pacientes apostam na telemedicina em plataforma criada por startup de Pelotas

Consultas de orientação, acompanhamento e envio de exames são beneficiados com a nova modalidade

A tecnologia está fazendo a diferença na área da saúde em meio à pandemia do COVID-19 e uma das mudanças no Brasil foi a nova regulamentação da telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Agora, a relação entre médico e paciente mudou: é através da internet que eles se conectam. Para o Dr. Gustavo Real, Gastroenterologista, a tendência é de que a telemedicina “seja um caminho sem volta”. Ele atende através da plataforma criada pelo Fácil Consulta, startup de Pelotas (RS) que disponibilizou o serviço nas últimas semanas.

Desde que o novo coronavírus mudou a rotina médica, pois os profissionais adiaram as consultas, o Dr. Gustavo adotou a telemedicina e conta que a receptividade é positiva. “Muitos pacientes já entendem que é uma forma de manter o acompanhamento médico, esclarecer dúvidas inclusive sobre o coronavirus e manter o distanciamento social”, explica.

Assim como ele, outros profissionais aderiram às consultas remotas através do Fácil Consulta, como é o caso da Dra Juliana Ulysséa, Ginecologista. Ela crê em um grande potencial da telemedicina para a especialidade voltada à saúde da mulher. “Temos muito a aprender ainda, tanto os profissionais quanto os pacientes. Alguns exames ginecológicos precisam ser presenciais, mas há questões sobre prevenção, orientações de anticoncepção, dúvidas sobre as fases da vida da mulher e de infecções do trato urinário que podem ser feitas pela telemedicina”, diz ela.

Dúvidas e benefícios

As consultas marcadas através da plataforma são realizadas por videoconferência, por isso a principal dúvida é se elas serão iguais às presenciais. Para o Dr. Frederico Vargas, Otorrinolaringologista, essa questão é muito relativa: enquanto que o diagnóstico depende de exame físico, muitas dúvidas e orientações sobre sintomas, comportamento e medicações podem ser passadas por teleconsulta.

Os profissionais são unânimes nos grupos mais beneficiados com a telemedicina: os pacientes que moram em regiões isoladas ou que tenham dificuldade de locomoção, entre eles os idosos. Isso também aumenta a segurança dos grupos de risco do COVID-19, pois evita que saiam de casa, e atende também os pacientes que normalmente viajam de outras cidades para uma consulta.

Quanto às diferenças entre a consulta presencial e por videoconferência, a Dra Juliana destaca que a nova modalidade exige uma anamnese bem detalhada. “Isso significa uma conversa entre médico e paciente com calma e o mais elucidativa possível para avaliar os principais casos em que o exame físico será necessário”, explica, acrescentando que os próprios resultados dos exames podem ser enviados por-email.

Segurança nas consultas

Uma das principais preocupações nas consultas é a segurança do meio online, por isso a startup Fácil Consulta, residente do Pelotas Parque Tecnológico, dedicou-se a criar um ambiente virtual que diminuem esse receio. Embora a proposta da empresa seja a marcação de consultas particulares presenciais a valores mais acessíveis, a pandemia fez com que o serviço de telemedicina fosse adicionado ao site. Segundo o CMO da empresa, Patrick Goulart, a alternativa beneficia médicos e pacientes. “Muitos médicos acabaram ficando sem as consultas presenciais, e através da plataforma possuem um ambiente online seguro para atenderem a população”, explica.

Além da segurança na hora da consulta, há também a facilidade de pagamento, que está sendo uma das polêmicas da telemedicina com relação aos planos de saúde. Os atendimentos agendados diretamente no Fácil Consulta são particulares e o pagamento é realizado na plataforma com cartão.

Outro diferencial é a garantia da certificação dos profissionais: todos os médicos cadastrados possuem CRM válido. “O grande problema da telemedicina é a desconfiança dos pacientes pois eles estão acostumados ao ambiente do consultório, isso passa segurança. Como você vai confiar em um médico que ofereceu uma consulta online? O que fazemos é garantir a certificação de todos eles”, destaca Patrick.

Além de Pelotas, a plataforma também oferece marcação de consultas em outras cidades do estado, como Santa Maria, além de Santa Catarina e Paraná. Ainda em março a startup também criou um serviço gratuito de orientação médica e acolhimento psicológico às pessoas que estejam com dúvidas sobre o COVID-19 ou enfrentando dificuldades para lidar com o momento.

Nova regulamentação

O CFM considera como telemedicina o atendimento a distância mediado por tecnologias como o smartphone, internet e computador. O projeto de lei que foi aprovado na Câmara de Deputados permite que todas as especialidades médicas atuem por telemedicina.

A liberação foi assinada em caráter emergencial, mas está previsto que possa haver a regulamentação após o período do COVID-19. O CFM também alertou para algumas exigências como o prontuário digital, que deve ser devidamente preenchido com o registro do profissional, assim como as receitas e atestados.

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