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Investimentos em segurança da informação e novos paradigmas tecnológicos

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Conformidade com as regras da LGPD e boas práticas para a inovação em saúde foram discutidas por especialistas técnicos e jurídicos

A Unimed do Brasil promoveu, em 15 de outubro, o segundo dia de programação da 50ª Convenção Nacional Unimed, evento que reúne boa parte dos representantes das 345 cooperativas do Sistema Unimed, além de economistas, empresários, médicos, profissionais da saúde, advogados, entre outras personalidades, para discutir as grandes questões relacionadas aos desafios e oportunidades que se apresentam ao setor de saúde brasileiro. Em 2020, devido à pandemia da COVID-19, as palestras ocorreram de maneira 100% on-line. Nesta ocasião, os grandes temas que permearam os debates foram o impacto da tecnologia da informação na assistência médica e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados na saúde.

Os debates foram divididos em duas mesas. Na primeira, composta por Viviane Vieira Malta, diretora de Administração e Finanças da Unimed do Brasil, Eduardo Sleiman, coordenador de Inovação e Estratégia, Eduardo Cordioli, gerente médico de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein e Luis Gustavo Gasparin Kiatake, presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, foram discutidos os novos paradigmas tecnológicos que influenciarão a assistência em saúde nos próximos anos.

Eduardo Sleiman destacou os esforços da Unimed do Brasil em preparar e incorporar diretrizes que permitam à instituição atuar como uma facilitadora de inovações para o Sistema Unimed. Para isso, defendeu a mudança para uma mentalidade de cooperação aberta, onde todos os colaboradores e participantes da cadeia de valor contribuem para que novos parâmetros, como os da telemedicina, sejam incorporados ao dia a dia assistencial e se tornem ferramentas essenciais para garantir a resolutividade dos atendimentos aos pacientes.

“Entidades e empresas devem trabalhar incansavelmente para que a incorporação de inovação na assistência em saúde seja um processo espontâneo entre os players que atuam em todos os pontos de contato com os clientes. O mais importante é que a digitalização aconteça com o mínimo de atrito, para que a experiência dos usuários seja bastante satisfatória”, afirma.

Na mesma linha, Eduardo Cordioli, do Hospital Albert Einstein, apresentou as oportunidades que a transformação digital trará à saúde. Usando a telemedicina como exemplo, o palestrante destacou a boa aceitação que o atendimento remoto vem tendo durante a pandemia da COVID-19 devido, principalmente, à melhora da experiência tanto do lado do paciente quanto dos profissionais da saúde que aderiram à prática.

“Para o paciente, por melhor que seja a estrutura física das clínicas, nenhuma sala de espera supera o conforto de seu lar. No fim, ele só quer resolver o seu problema, não importa qual o meio. A telemedicina proporciona isso. E mais: sua consolidação permite o melhor encaminhamento de casos aos pronto-socorros e clínicas, evitando sobrecargas em seus fluxos de atendimento. Estamos diante de uma oportunidade tremenda para que o setor de saúde evolua e atinja padrões de qualidade em níveis nunca vistos”, ponderou o médico.

Na segunda mesa, presidida pelo superintendente Jurídico da Unimed do Brasil, José Cláudio Ribeiro de Oliveira, foram discutidos os aspectos regulatórios que envolvem o uso de dados na promoção de maior eficiência no mercado de saúde. Os participantes – Caio César Carvalho Lima e Henrique Fabretti Moraes, advogados do escritório Opice Blum, Bruno Abrusio e Vanizof Advogados Associados, e Odilon de Oliveira, Data Protection Office (DPO)  da Unimed do Brasil –  discutiram aspectos ligados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cuja  vigência iniciou-se no último mês de setembro.

“A pandemia da COVID-19 acelerou a digitalização de processos na sociedade e a saúde não foi uma exceção. Contudo, esta tendência vem acompanhada de uma série de considerações sobre como nos adequarmos à crescente demanda por transparência que os consumidores, cada vez mais bem informados, têm. Por isso, nós, da Unimed do Brasil, não nos furtamos em organizar nossos protocolos de forma a orientar todo o Sistema Unimed e atender às expectativas de nossos beneficiários”, afirma José Cláudio Ribeiro de Oliveira.

Neste sentido, Odilon de Oliveira apresentou à audiência todo o trabalho que, há 16 meses, a Unimed do Brasil vem fazendo para o desenvolvimento de protocolos para adequação do uso de dados dentro do Sistema Unimed. Segundo ele, conscientização, mapeamento e classificações de risco são pilares fundamentais para que um projeto desta natureza possa ser desenvolvido com a qualidade necessária. “Trata-se de um processo cíclico que possui começo e meio, mas não tem fim. Isto porque, a cada atualização técnica e regulatória devemos rever nossos processos, avaliar a sensibilidade e o acesso à informação que temos em mãos e trabalhar constantemente para que as organizações, em todos os seus níveis hierárquicos, tomem conhecimento da lei e promovam o processamento destes dados respeitando os interesses dos usuários de serviços de saúde”, afirmou.

Já para Caio César Carvalho Lima, o aperfeiçoamento destas políticas será permeado pelas demandas dos clientes, que “serão os grandes fiscais do uso adequado das informações, pois se preocuparão com a maneira com que seus dados estão sendo usados e exigirão transparência das empresas quanto a isso. Por isso, precisamos ter o cuidado de desenvolver políticas claras e transparentes para monitorar requisições, quais as respostas que daremos às pessoas, que as valida e de que maneira estes atendimentos serão encerrados. Em última análise, transparência será a chave de tudo”.

50ª Convenção Nacional Unimed prosseguirá no próximo dia 22 de outubro, com o debate sobre as perspectivas do mercado para os próximos meses, enquanto que, no dia 30, serão abordados os reflexos e os novos paradigmas que a pandemia da COVID-19 trouxe para as cooperativas e seus cooperados.

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