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Interoperabilidade nos sistemas na saúde

By 10 de junho de 2019 Destaques, Gestão, TI e Inovação

No último HIMSS@Hospitalar o tema interoperabilidade também foi explorado por Lynda Rowe, Consultora Sênior de Sistemas baseados em Valor da empresa InterSystems. Lynda apresentou o case da Manifest MedEx, empresa americana que unifica dados de fontes provedoras e pagadoras de saúde na Califórnia utilizando o HealthShare da InterSystems. Dentro de uma mesma instituição de saúde o número de sistemas utilizados já é grande. Quando pensamos em conectar diferentes instituições e organizações o número é ainda maior. De qualquer forma as maiores dificuldades na implementação de sistemas interoperáveis podem se resumir a basicamente duas: pessoas e padronizações.

 

“Primeiro precisamos que as pessoas aceitem fazer suas tarefas de forma diferente das que estão acostumadas”, diz Lynda. Já os dados deveriam seguir um padrão – o que não é a realidade. Eles estão em muitos diferentes locais, com diferentes estruturas de base de dados e em diferentes padrões. Mesmo internacionalmente temos diferença, como por exemplo o IHE (Integrating the Healthcare Enterprise), uma iniciativa internacional de profissionais de saúde e da indústria para melhorar a forma como os sistemas de computação na área de saúde compartilham informações, são utilizados em diferentes proporções nos EUA e na Europa. Precisamos nos certificar que se temos uma prescrição médica de um sistema e outra prescrição de outro sistema ambas estarão representadas da mesma forma, no mesmo padrão. O mesmo acontece com dados laboratoriais. É difícil mapear tudo e garantir que haverá uma visão uniformizada, sem duplicidades.

 

Gerenciar os dados pode ser muito complexo, mas uma vez que se chega a este ponto de uniformidade são inúmeras as possibilidades de administrá-los. Para começar a operar desta forma tudo vai depender de onde se está começando. “É uma jornada se você estiver partindo do zero”, diz Lynda. Isso pode demorar de aproximadamente 18 meses a alguns anos.

 

Somado a isso, ainda há a questão de empresas “segurarem” seus dados, impedindo a informação de ser compartilhada. Nos EUA, o HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) regulamenta a privacidade e a segurança dos dados na saúde. Não é permitido pesquisar aleatoriamente dados sem a permissão do paciente, a menos que este dado seja usado para tratamento, pagamento ou assistência do mesmo. De qualquer forma, o governo americano acabou de emitir uma nova regulamentação que penaliza sistemas de saúde que não compartilham seus dados. Tentando desta forma aumentar a fluidez do sistema. As organizações ou empresas que não disponibilizarem seus dados de forma voluntária serão assim punidas em nível federal.

 

Para o paciente e para os serviços haverá grandes ganhos. Não existirá mais a necessidade de levar todos seus exames laboratoriais, de imagem, prescrições médicas e atestados a cada consulta dentro do sistema de saúde, uma vez que tudo estará conectado. A grande preocupação neste momento será aquele paciente que “não vemos”, ou seja, que não está no sistema e o utiliza repentinamente, como em uma emergência, por exemplo. Está aí uma grande oportunidade: descobrir quem são os pacientes em risco de internação antes que eles sejam internados. Desta forma conseguiremos atuar de forma preventiva, como por exemplo controlando a asma para que um paciente não sofra um ataque asmático, ou sua hemoglobina glicada, prevenindo os maus desfechos da diabetes. Este é o objetivo – tornar as pessoas mais saudáveis.

Pamela Paschoa

About Pamela Paschoa

Farmacêutica pela Unicamp, atuou por 8 anos como farmacêutica clínica em instituições públicas e privadas. Foi tutora e preceptora de programas de residência multidisciplinar. Hoje atua na produção de conteúdo para portal Saúde Business e na curadoria dos eventos Hospitalar, Healthcare Innovation Show e Saúde Business Fórum.

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