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Gamification em saúde pode aumentar engajamento de pacientes

By 12 de novembro de 2015 TI e Inovação

A rotina de exercícios fisioterápicos a pacientes em processo de recuperação são, muitas vezes, vistos como difíceis e torturantes, podendo levar a um menor engajamento do paciente e, consequentemente, à desistência do tratamento. A partir da constatação dessa situação, empresas vêm investindo em alternativas de gamification em saúde para garantir menor rejeição dos exercícios por parte dos pacientes.

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Este é o caso da Reflexion Health, que desenvolveu o dispositivo Vera, que utiliza a tecnologia do Kinect (Microsoft) para captar movimentos de exercícios dos pacientes em recuperação de cirurgia de substituição da articulação. Os dados criados são enviados diretamente ao fisioterapeuta que analisa o progresso e promove melhorias à terapia em tempo real.

A disponibilidade do uso do programa Kinect da Microsoft foi feita em 2012 para startups através de uma aceleradora. Uma das primeiras beneficiadas com sua utilização foi a companhia canadense Jintronix, que aplica o uso da plataforma através de um programa de recuperação de pacientes que sofreram derrame cerebral.

Fundador e CEO da Biogaming, empresa que também utiliza a tecnologia do Kinect para oferecer um programa de exercícios em 3D a pacientes em recuperação, Dudi Klein, afirma que “a aderência às práticas da fisioterapia tradicional é dolorosamente baixa e rotinas tediosas comumente desmotivam pacientes e falham na melhoria de suas saúdes.”

“Nós estamos agarrando as rotinas de fisioterapia, biofeedback em tempo real e encorajamento pessoal das sessões em hospital ou clínica e trazendo-as para casa. Isso fecha o buraco no processo da fisioterapia atual que busca estimular aderência, transformar o preço da terapia para fornecedores e empoderar consumidores a entregar melhores resultados dos pacientes”, garante Klein.

A implantação de gamification nos processos de recuperação e tratamentos na área da Saúde pode ser muito promissora, uma vez que, estes dispositivos promovem um maior engajamento dos pacientes, pois se assemelham mais à jogos do que a uma rotina dolorosa de exercícios, diferentemente das consultas tradicionais a fisioterapeutas. Além disso, a possibilidade de acompanhamento dos exercícios pelo profissional responsável garante que este certifique-se que a rotina está sendo cumprida corretamente entre as consultas.

Fonte: Com informações de MedCity News em 10/11/15 e 03/11/15

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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