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Criando produtos e soluções inovadoras pensadas para o ser humano

By 20 de setembro de 2020 Mercado, TI e Inovação

Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas.

Startups, empreendedores e empresas de pequeno, médio e grande porte já consolidadas no mercado, ou não, estão usando uma ferramenta de inovação chamada Design Thinking. Não se trata de uma bala de prata para se reinventar ou inovar, mas sim combinar com outras ferramentas e modernizar a partir da visão do cliente. Desta forma, essa combinação ajuda a mitigar erros, reduzir riscos e desperdícios de tempo e dinheiro. Qual empresa não quer todas essas variáveis juntas? Pois bem, isso é apenas design.

Design Thinking é o conjunto de ideias e insights para abordar problemas relacionados a futuras aquisições de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia em um contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto, criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as questões para o contexto.

Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, pessoas e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação.

O Design Thinking, em sua principal essência, coloca o ser humano no centro das decisões. Essa abordagem utiliza-se de outras ferramentas e metodologias já existentes no mundo da inovação, com o foco na criação de soluções que gerem valor para quem realmente importa: o ser humano.

O design hoje encontra-se em vários processos quando o assunto é inovar e criar novas soluções desde seu estado de concepção, validação, jornada do serviço e a experiência do usuário.

Várias startups e unicórnios brasileiros, em algum momento, utilizaram-se do Design Thinking para inovar em seus negócios – uma inovação que está diretamente ligada em um mundo desconhecido sobre a demanda do mercado e, principalmente, o que realmente motiva as pessoas em pagar algo que resolva um problema ou uma dor e que além de tudo desperte um desejo nelas.

A inovação vem de fora para dentro, a tecnologia é apenas um meio para se inovar.

Uma das ferramentas que designers e gerentes mais utilizam é o Business Model Canvas, criado por Alexander Osterwalder, da empresa Strategyzer, que tem como principal objetivo colocar no papel as hipóteses do negócio ou produto.

A ferramenta é feita por nove quadros, são eles: proposta de valor, segmentos de clientes, atividades, recursos e parceiros chaves, canais, relacionamento com o cliente, estrutura de custos e fluxo de receita. Com esses quadros preenchidos, é possível visualizar toda a estrutura do negócio idealizado.

A próxima etapa consiste no processo de validação de hipóteses, com experimentação para validá-las. Esses experimentos são registrados em outra ferramenta, sempre conversando com o público alvo relevante para o produto ou negócio.

O Business Model Canvas junto com a validação de hipóteses nos dá uma flexibilidade que um plano de negócios tradicional não possui. Não podemos “perder tempo” tendo em vista que a velocidade é um dos fatores primordiais e caro, quando se fala em inovação. Quando se há uma mudança de direção do produto ou negócio, identificados através das aprendizagens de campo as chamadas interações ou pivots. Essas alterações podem ser realizadas rapidamente no modelo do negócio.

Outro ponto importante desse processo de design é a criação de protótipos. Isso nos permite materializar, obter feedbacks e aprendizados rápidos sobre o que está sendo criado. Assim, as alterações podem ser feitas rapidamente. Com isso várias versões do produto ou serviço são apresentadas sempre que possível aos clientes e público-alvo, o que nos permite a melhoria constante.

Quando o protótipo está em um nível em que possa ser vendável e apresentados aos primeiros clientes, nós temos o que chamamos de MVP (Mínimo Produto Viável). Quando chegamos nesse nível obtemos mais feedbacks e aprendemos mais sobre os clientes o que nos pode trazer caminhos ainda não explorados, que podem ser novas ideias sobre o produto ou serviço ou até mesmo que o público não se interessa por tal produto ou serviço.

A imagem acima representa o ciclo do Design Thinking com Lean Startup + Agile, outras ferramentas de inovação que quando complementadas se tem novos processos e métodos para inovar nos negócios.

Por Welvis Silva, gerente de produtos da Logo IT

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