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Como a Internet das Coisas está auxiliando a Telemedicina

Com ajuda da tecnologia, o médico pode acompanhar o paciente com mais frequência, uma vez que a teleconsulta está a alguns cliques no celular

O atendimento a distância realizado por telemedicina deixa, na realidade, médico e paciente cada vez mais próximos. Isso é verdade porque com ajuda da tecnologia, o médico pode acompanhar um paciente, por exemplo, com muito mais frequência, uma vez que a teleconsulta está a alguns cliques no celular. Mas não é só isso, os chamados devices (ou dispositivos) estão se tornando grandes aliados da telemedicina, auxiliando a driblar muitas situações no atendimento a distância que somente seriam possíveis em um exame físico presencial.

E não é nada complicado: são dispositivos, muitas vezes, encontrados em farmácias, que podem já estar nas casas das famílias, que permitem fazer, por exemplo, a aferição de pressão e pulso, frequência cardíaca e até calcular a curva de oxigenação do corpo. Um oxímetro, que mede o volume de oxigênio no sangue, pode ser usado pelo paciente em uma teleconsulta para passar informações para o médico.

O cardiologista Eduardo Saad tem atividades profissionais no Brasil e Estados Unidos. Ele utiliza a solução de telemedicina da Conexa Saúde, maior plataforma independente do país que atingiu 1 milhão de consultas no primeiro semestre deste ano. Dr. Saad conta que foi pego pela pandemia quando estava fora do país e, portanto, ficou impedido de retornar durante um período para atender presencialmente seus pacientes no Brasil.  

Especialista em arritmias cardíacas, ele considera a telemedicina muito adequada para sua especialidade, que já conta com tecnologias que possibilitam monitorizar o paciente a distância. “São dispositivos comprados na internet por US$ 80/90, que permitem ao paciente, por exemplo, fazer um eletrocardiograma durante uma teleconsulta e mandar para o médico”, afirma. Segundo ele, a união da telemedicina com dispositivos como esses fazem a consulta a distância ainda mais completa.

É o caso também, por exemplo de pacientes portadores de marca-passos. Já estão disponíveis alguns dispositivos que podem ser avaliados de rotina remotamente; estes podem também emitir automaticamente sinais de alerta e em outras situações o paciente, frente a algum sintoma, envia dados para uma central e o médico acessa as informações imediatamente.

Outra aplicação frequente se dá no acompanhamento de pacientes com arritmias cardíacas intermitentes. Nesses casos, o Apple Watch permite diagnosticar o evento arrítmico e até mesmo monitorar os resultados do tratamento.

Muitos pacientes já foram atendidos durante a pandemia, com ajuda da teleconsulta e muitos quadros foram controlados por medicação, sem necessidade de consulta presencial. Outros, pelo contrário, foram levados ao hospital para tratamento rápido com procedimentos de ablação por cateter devido a necessidade mais urgente.

E para ampliar ainda mais as possibilidades da telemedicina, a Conexa Saúde já está fazendo utilização de biometria facial para elegibilidade de acesso médico e iniciando testes com pletismografia facial que utiliza Inteligência Artificial para análise de sinais vitais por uma simples selfie. Também está incorporando ferramentas de transcrição do áudio da teleconsulta para reduzir o tempo aplicado em documentar a consulta e permitir que o médico dê 100% de atenção para o paciente.

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