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‘Com cultura digital, sai era da escassez e entra a da abundância’

By 17 de dezembro de 2014 TI e Inovação

Um vulcão de informações que, quando olhadas com profundidade, geram grandes transformações. Esta é a impressão deixada por Gil Giardelli, especialista em cultura digital, que participou, no início deste mês, do 17° Congresso Unidas. Giardelli é um difusor do fenômeno sociedade em rede, que vem se construindo e desfazendo “os velhos mapas”, como gosta de exemplificar.

Para ele, não vivemos uma crise econômica, vivemos uma crise civilizatória, onde arriscar-se, não olhar para o passado, mudar radicalmente, compartilhar e juntar-se a iniciativas de colaboração são espécie de mandamentos da nova era. Era esta que já não mais se assegura no modelo B2B (Business to Business) ou B2C (Business to Consumer), mas preconiza o Human to Human (H2H), que visa o que é melhor para todos.

Giardelli, que entre outros trabalhos estudou inovação radical e social data no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em pouco mais de uma hora fez um giro no que de mais inovador e disruptivo tem acontecido no mundo, chacoalhando os olhares viciados, limitados pelo cotidiano dos processos antigos.

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Giro pelo mundo

O que já foi o símbolo de um mundo dividido, como o capitalismo e o socialismo, está sendo quebrado pela consciência de que “nenhum de nós é tão inteligente quanto nós todos juntos” e o que se vê hoje é um capitalismo caminhando para ser criativo e compartilhado, sem o poderio de um banco central. Os bitcoins, ou moedas digitais, da construtora Tecnisa, são exemplos disso.Misturada a iniciativas colaborativas está a tecnologia apontando para, segundo Giardelli, um 2020 com 55% dos empregos sendo ocupados por robôs; sendo invadido por impressoras 3Ds e drones realizando serviços como entrega de remédios e acompanhamento de grandes obras. Apesar da provável extinção de empregos pela ruptura digital, outros três surgirão no lugar. “Vocês estão se preparando para isso?”, indaga o professor à plateia de profissionais e executivos do setor de saúde, especialmente de empresas de autogestão.

De acordo com o Gartner, a maioria não está preparada – pesquisa revelou que 52% dos CEOs acreditam que seu negócio está ameaçado pela ruptura digital. Os números de Giardelli estimam que 25% das empresas no mundo serão ultrapassadas por outras que nasceram depois do ano 2000 e que a soma de objetos conectados (IoT) em 2020 será de 31 bilhões e 1 bilhão de “wearables” (dispositivos vestíveis, que atualmente são 19 milhões). 
Um exemplo que ilustra bem a velocidade com que a tecnologia transforma o campo da saúde é o valor que custava para sequenciar um genoma em 2005, em torno de US$ 3 bilhões, para os US$ 1 mil de hoje, sem contar a previsão de chegar em US$ 100 em dois anos.

“Depois do produto e cliente, agora são os valores que estão no centro. As metas e controle dão lugar ao ganho com a colaboração”, ressaltou, citando exemplos de empresas como a Odebrecht e Natura que promovem de forma estruturada a troca de ideias e experiências entre funcionários. A GE foi outro exemplo por organizar praças públicas de inovação e a Fundação Gates foi citada como mais influente que a OMS no tratamento de pessoas na África. Aplicativos e plataformas de serviços em rede são outros exemplos que estão revolucionando o modo de consumir saúde, viabilizando a compra de planos de saúde e de produtos diretamente de fabricantes, além de consultas e consultorias online.

“É a era da generosidade coletiva e do empreendedorismo social, que coloca os empregados em primeiro lugar. A Starbucks é um exemplo disso, fornecendo educação de alto impacto aos funcionários”, revelou ele, lembrando que ser jovem não tem a ver com idade, mas o quanto se sabe encarar as mudanças. “Quanto mais você compartilha, menos você fica sem. Sai a era da informação e entra a era do conhecimento”.
O discurso de Giardelli delineia bem as características promissoras da nova era, mas não desconsidera aspectos como a alta distração da população com os recursos tecnológicos e informações como: existem 45 mil artigos científicos sobre depressão e apenas 400 sobre felicidade e acontece um suicídio a cada 40 segundos.
Talvez seja por esse motivo que as novas gerações parecem buscar muito mais o sentido da vida, a verdadeira realização, no lugar do dinheiro. “Vocês já se perguntaram qual é o sentido da vida?”.
O professor encerra sua explanação falando da superpotência de “felicidade interna bruta” que todos são, e que esse aspecto é despertado quando colaboramos e ajudamos o outro. “É preciso ser menos eu e mais nós, e assim sair do paradigma da escassez para o da abundância. Sem amor eu nada seria e a gente nada será se não falarmos a língua do amor”.
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