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Central Unimed unifica desenvolvimento de aplicativo para celular

By 19 de agosto de 2014 TI e Inovação

No caminho das operadoras de planos de saúde rumo ao mundo da mobilidade, um serviço específico parece simples, mas pode ser bastante desafiador: oferecer aos beneficiários acesso às informações da rede credenciada – incluindo médicos, clínicas, hospitais e laboratórios – por meio de aplicativo, aposentando finalmente os nada ecológicos “livrinhos”.

A complicação decorre da necessidade de desenvolver uma aplicação que funcione em todos os principais sistemas operacionais móveis disponíveis no mercado, ou seja, Apple iOS, Google Android e Microsoft Windows (Phone e 8). A Central Nacional Unimed, que desde o início não queria privilegiar apenas um destes ambientes, e ainda assim disponibilizar a aplicação em um prazo curto a um preço razoável, adotou uma plataforma da IBM para disponibilizar o app do Guia Médico para o maior número possível de usuários.

Chamada de Worklight, a solução busca acelerar o desenvolvimento, a integração e o gerenciamento de aplicações e infraestrutura móveis para múltiplos sistemas operacionais, como os já citados Android, iOS e WindowsPhone, além de BlackBerry. Permite a criação e o teste de uma interface de usuário baseada em padrões, para uma estratégia de mobilidade mais unificada.

“[A solução] tem funcionalidades para desenvolver para um ambiente, criar uma versão e replicar para os outros”, explica em termos simples Walter Shimabukuro, gerente de TI da Central Nacional da Unimed. “Economiza tempo e custo porque não preciso ter um analista para cada ambiente.”

Tempo foi justamente o fator que fez o departamento de TI da Central desistir da ideia de desenvolver os aplicativos internamente, estimado em cerca de um ano. Além disso, seria necessário alocar um profissional para cada versão do app. Com a plataforma o desenvolvimento demorou cinco meses, desde a concepção até a publicação nas lojas de aplicativos, em novembro de 2013.

“Entre a [adoção da] ferramenta e desenvolver a primeira funcionalidade, a gente gastou R$ 150 mil”, explica Shimabukuro. E se cada aplicativo tivesse sido criado individualmente, quanto teria sido gasto? “No mínimo o dobro”, responde.

Entre as cerca de 70 pessoas que fazem parte da TI do Central, distribuídos entre técnicos e analistas de infraestrutura e sistemas, apenas quatro tem envolvimento direto com os aplicativos, dando suporte e fazendo atualizações. A economia de recursos humanos ainda permite que o Guia Médico seja ampliado em um futuro próximo, ganhando recursos que incluem pedido de autorização de procedimentos, segunda via de carteirinha, impressão de boleto e outros para facilitar a vida dos usuários.

Até abril, o aplicativo já tinha quase 10 mil usuários – 2050 no iOS, 3800 no Android e 3600 no Windows. “Tenho certeza que hoje estamos quase dobrando”, explica o gerente de TI.

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