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Belo Horizonte ganha polo de excelência em tecnologia para Saúde

By 24 de maio de 2012 TI e Inovação

O diretor executivo da ePrimecare, Leonardo Florêncio, tem um objetivo claro para a empresa ? conquistar o emergente mercado de saúde que vai além de operadoras e empresas do setor. Ele acredita que há muitos negócios inexplorados em grandes corporações que necessitam estender a gestão da qualidade de vida de seus funcionários. ?É preciso ter uma visão mais ampla do que é a tecnologia na saúde e onde ela pode ser usada?, diz.

E Florêncio está começando a pavimentar esse novo caminho. A empresa fornece uma plataforma para gerenciamento de pacientes crônicos para operadoras de planos de saúde. A solução foi recentemente modernizada graças a uma injeção de capital de risco. Mas não são somente as novas funcionalidades que deixam o diretor executivo da empresa entusiasmado.  ?A chegada do investidor nos mostrou que há uma revolução na gestão do cuidado da saúde, e nós vamos participar dela?, diz.

Ele é um dos empreendedores que participam do Polo de Excelência em Saúde de Belo Horizonte, uma iniciativa do Sebrae de Minas Gerais em conjunto com órgãos públicos, associações e empresas privadas. O objetivo do polo é reunir as empresas mais inovadoras da Região Metropolitana da capital mineira e torná-las referência no desenvolvimento de soluções de saúde com foco em de gestão de riscos, prevenção de doenças crônicas, qualidade de vida e bem-estar. ?Temos conseguido boas ideias nas reuniões e há muita motivação. Mas o melhor é que tudo culmina em novas oportunidades?, destaca o executivo.

Diferentemente de outros centros de inovação de base tecnológica que existem no Brasil, o polo da capital mineira não depende de uma base física. Não há obrigação de se estabelecer em um determinado local e se comprometer com investimento imobiliário e infraestrutura. Os empreendedores permanecem em suas próprias empresas e desfrutam apenas dos benefícios da iniciativa.

?É um canal para inovação, dividido em vários grupos e o objetivo maior é agregar sinergia com outras empresas?, explica o consultor da Advance, Dagoberto Hajjar, que realiza coaching para o grupo. Segundo ele, essa é a maior dificuldade nesse tipo de projeto que reúne  empresários. Há uma histórica dificuldade de trocar ideias e abrir projetos em busca de melhorias. É a desconfiança superando a vontade de colaborar.

Hajjar explica que essa situação é superada facilmente durante os encontros. ?O empresário brasileiro que trabalha com tecnologia, devido a sua formação e luta individual para sobreviver, não está acostumado a esse modelo. Mas é só perceber o quanto pode ganhar que ele começa a participar e trocar conhecimento?, diz Hajjar.

E as chances para efetuar um novo negócio são muito grandes. E a coordenação do projeto tem isso na ponta da língua. ?O setor público está investindo e deve crescer nos próximos anos, a população está envelhecendo e exige soluções nessa linha, há empresas que começam a cuidar da saúde dos funcionários com um foco mais inovador, além disso há uma série de campos novos como a biotecnologia para serem explorados?, aponta a gestora do Polo, Marcia Machado. Todas essas áreas se unem na iniciativa mineira.

Os grupos de trabalho contam com apoio institucional do Sebrae, de órgãos públicos e associações privadas. Existe contato fácil com as diversas linhas de financiamento, como da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Mas um dos grandes diferenciais da iniciativa é colocar o empreendedor num novo patamar de profissionalização.

Os empresários têm contato com técnicas de gestão modernas e que podem ajudar na formatação dos planos de negócios e percepção das demandas. Coisas como o design thinking fazem parte do dia a dia do Polo. Nesta nova forma de pensar o negócio, o empreendedor aprende a métodos e processos de solução de problemas, com muita pesquisa e sempre focados no contexto e na criatividade como diferencial.

O Polo é dividido em quatro linhas de ação (veja quadro ao lado). Elas vão das soluções básicas em TI a biotecnologia e projetos para o futuro das cidades inteligentes. ?Esses novos conglomerados urbanos irão exigir soluções baseadas em tecnologia que provavelmente serão fornecidas por empresas que são do setor de saúde. Mas para os habitantes isso tudo será visto como qualidade de vida?, diz Márcia.

Cidades Inteligentes e saúde
As chamadas Smart Cities são aquelas que utilizam tecnologias novas ou já conhecidas para encontrar soluções para seus problemas e para demandas emergentes da população. Elas envolvem as estruturas de governo e prestação de serviços em redes de comunicações, sensores, coleta de dados, sistemas de controle, ferramentas para ajudar na decisão etc. Na saúde, podem ajudar na eliminação de filas em postos de saúde, melhoria e rapidez dos diagnósticos, troca de informações para pesquisas e uma infinidade de soluções.

O modelo adotado pelo governo de Minas prevê o uso de tecnologias globais e empresas com marca conhecida ou casos de implementação consagrados pelo mundo. Mas a base da inovação será construída com a participação de players regionais. A iniciativa é para valorizar quem mais conhece os problemas locais e pode fornecer soluções mais específicas. O Polo de Excelência em Saúde de Belo Horizonte será uma das peças-chave nesse plano ao juntar empresas e fomentar a inovação.

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