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O check-list e o aumento de faturamento !

By 3 de fevereiro de 2014 Sem categoria

No ano passado ?bloguei? sobre aumento de faturamento, comentando os ganhos em se padronizar os registros.

Neste ano acabamos de fechar os indicadores em um cliente que adotou check-lists para registros de procedimentos médicos, de enfermagem e multidisciplinares e, para mim sem nenhuma surpresa, os resultados foram excepcionais !

Este cliente atende SUS e Saúde Suplementar, e os resultados foram fantásticos em ambos os sistemas de remuneração.

Mesmo tendo redução de 5,8 % no volume de internações SUS, e mesmo com a tabela SUS congelada (não de agora!!!), o faturamento em AIHs cresceu 7,5 %. Ao invés de cair proporcionalmente ao movimento em 5,8 %, a receita aumentou 7,5 %, ou seja, ficou 13,3 % acima do que seria esperado !

A diferença entre o que é pago aos fornecedores de OPME em relação ao que se cobra do SUS caiu de um ano para outro em 76,4 % … isso mesmo, redução de 76,4 % na perda com OPME SUS!!

Na Saúde Suplementar, onde existe ganho na operação OPME, houve evolução de 64,9 %, ou seja, aumento de 64,9 % na margem de um ano para outro !

E vários outros indicadores cuja variação é digna de se ?blogar?, como exemplo:

  • 60 % das contas SUS eram apresentadas após 60 dias da alta do paciente, e no último ano 60 % das contas passaram a ser apresentadas em até 30 dias do mês da alta hospitalar, ou seja, inversão total do perfil de remessa das AIHs;
  • Redução de 13,3 % no tempo total de faturamento das contas de internação da Saúde Suplementar;
  • E redução de 38,6 % no tempo total de faturamento das contas de pacientes externos da Saúde Suplementar.

A implantação dos check-lists teve como foco fazer com que os registros passassem a chegar ao faturamento com o máximo de codificações já resolvidas, praticamente eliminando a interpretação do faturista, reduzindo a necessidade de envolver profissionais assistenciais para ?tirar dúvidas do faturamento? após a alta do paciente, e consequentemente abreviando o tempo de formação e fechamento das contas.

Os check-lists foram desenvolvidos para fazer com que os profissionais assistenciais passassem a registrar o que fizeram, e não o que gastaram para fazer, e padronizando os lançamentos de acordo com kits (ou guidelines, ou POPs, ou protocolos).

Nas aulas de faturamento e auditoria de contas, e nos projetos de consultoria, geralmente sou ?crucificado? porque insisto em algumas métricas. Entre elas:

  • Profissional assistencial não pode se preocupar com o que gasta para realizar o procedimento. Deve cuidar do paciente e registrar o que fez. Se fizer isso bem feito o resto deve ser de responsabilidade da retaguarda administrativa: envolver médicos, enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e qualquer outro tipo de profissional multidisciplinar no registro de gasto de insumos é perda de tempo e prejuízo certo;
  • Nem o profissional assistencial nem o faturista devem se preocupar com o que o provedor paga (cobre) ou não no momento de lançar um registro em conta. O ?processo? é que deve apresentar a conta da forma como o Comercial pactuou com o provedor (SUS, Seguradora, Medicina de Grupo, etc.). Profissional assistencial deve registrar o que faz sem se preocupar com regras de faturamento, porque são milhões de regras, e nem mesmo os faturistas têm competência para lembrar de todas. O ?Processo de Formação da Conta? é que deve filtrar o que pode ou não ser apresentado na conta do provedor … carregamos a conta com tudo e ?O Processo? filtra o que pode ser apresentado.

A implantação de check-lists nunca é fácil. Este hospital passou por momentos de ?muita emoção? para implantar alguns deles. Por exemplo: a implantação do laudo cirúrgico SUS feito pelo próprio médico após a cirurgia foi lenta e ?um pouco dolorida?.

Mas basta verificar o resultado na operação OPME citada acima para ?falar de boca cheia? que valeu muito a pena !

Ainda faltam implantar vários check-lists neste hospital, e certamente os que já foram implantados serão objeto de redesenho, porque ?a gente sempre vai percebendo? que pode melhorar um pouco mais o que acabou de ser implantado. Mas uma coisa é certa: no ano que vem quando analisarmos os indicadores de 2014, o resultado continuará sendo excepcional, porque quando se implanta a cultura de trabalhar com check-lists, a ?coisa pega que bem bicho de pé? … não larga mais !

Vale algumas lembranças que cansamos de comentar nos cursos:

  • Sistema informatizado não aumenta o faturamento hospitalar. Se mal implantado ou mal parametrizado, diga-se de passagem, pode inclusive diminuir a receita sem que você perceba: pode mascarar sua perda com processos de prejuízo automáticos;
  • É necessário estruturar a formação das contas através de check-lists. Então sim: se você tem um bom sistema, utilize os check-lists para parametriza-lo;
  • Mas se não tem sistema para tudo que necessita, isso não pode servir de desculpa. Neste hospital, por exemplo, check-lists importantes foram implantados a partir do desenvolvimento em planilha Excel (que também foi tema de um ?blog? meu no ano passado … não há deficiência de sistema que comandos Excel de nível intermediários não resolvam).

Seria mais fácil obter resultados como estes se a tabela SUS fosse reajustada, ou se o Comercial conseguisse a simpatia das operadoras no reajuste das tabelas de preços. Papai Noel não existe … reajuste justo nos preços das tabelas SUS e de operadoras na saúde suplementar também não !!!

Logo, ?na guerra? de manter o hospital economicamente viável o que realmente nos sobra é organizar a formação das contas para maximizar os registros trabalhando da forma mais padronizada possível ? e o check-list é o personagem principal.

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