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Cuidando da Saúde das Empresas

By 26 de setembro de 2008 Sem categoria

Uma observação sobre a utilização de mecanismos de tomada de decisão por parte de Conselhos ou mesmo Diretores Executivos de instituições de atenção médico-hospitalar, sejam públicas ao privadas, tem apontado para uma certa omissão ou mesmo desconhecimento sobre a relevância e importância do Recurso Físico, no que tange às decisões que envolvem alterações internas, reformas em edificações em operação, ampliações ou mesmo novos edifícios.

Toda e qualquer iniciativa dentre as anteriormente citadas e que em seus espaços abrigarão atividades e tecnologias médicas, resultarão em um reposicionamento estratégico em relação ao ambiente de negócios e principalmente na agregação de valor, tanto para os clientes usuários, como para seus profissionais de saúde, que são os clientes internos.

Uma nova forma de definir ?Recurso Físico? incorpora à edificação, com seus setores e compartimentos devidamente guarnecidos de equipamentos, móveis e dispositivos que disponham de todos recursos e condições para que neles se desenvolvam corretamente as atividades de atenção previstas e em total conformidade com as Normas vigentes sobre edificação e operação de Edifícios de Saúde. Cabe aqui lembrar que o custo paramétrico de investimento em um edifício hospitalar representa valores de dois terços no imóvel e um terço no mobiliário.

Quando citamos a constatação de deficiências metodológicas no trato do recurso físico, nos referimos a uma prática corrente, traduzida por ímpetos acentuados na imediata execução de obras, desprezando e minimizando a necessidade de planejamento estratégico, estudos de operação, de organização espacial e até a legalização das obras pretendidas, muitas vezes com a justificativa de que haverá ganhos, tanto em tempo como na supressão de dispêndios financeiros.

Todo empreendimento, qualquer que seja sua natureza e para que se torne bem sucedido, exige um gerenciamento de suas etapas, baseado em um planejamento que defina e descreva cada ação, sempre instrumentando sua execução e operação, a partir do cumprimento do seu propósito e de sua viabilidade expressa através de um Plano de Negócio.

Este último documento citado, tem tido sua razão de ser e conteúdos entendidos, – na grande maioria das vezes!!!, – como ?a papelada para pleitear empréstimos junto a agentes financeiros?, quando na verdade deverá se constituir na base da decisão empresarial sobre a oportunidade e consistência de uma ação e principalmente que, após este retrato da iniciativa a ser tomada, garanta aos investidores a viabilidade do negócio e o retorno pretendido sobre o capital investido.

Com as turbulências e dificuldades geradas, tanto no ambiente externo como no interno, competirá aos dirigentes adequar e incorporar nas suas decisões empresariais, modelos e práticas de sucesso de outras empresas produtoras de serviços, sob pena de incorrerem em improvisações e desvios gerenciais que poderão, – por vezes de forma imperceptível!, – levar a ?patologias de governabilidade? que exigirão ações de ?cuidados intensivos? frente a situações agudas, que mesmo equilibradas, poderão resultar em seqüelas irreversíveis.

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