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Sistema automatizado já priorizou atendimento de 46 mil pacientes com suspeita de coronavírus na saúde pública

Tecnologia implementada em 47 hospitais públicos de SP aprimora a resolutividade dos casos

O sistema automatizado implementado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública já priorizou 46 mil casos de pacientes com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus. A tecnologia, usada em 47 unidades de saúde atendidas pela FIDI no Estado de São Paulo, ajuda a evitar a propagação do vírus e melhora a resolutividade dos casos.

Destes 46 mil casos, 25 mil tiveram achados de imagens suspeitos para Covid-19, ou seja, 54% do total. A média de idade destes pacientes é de 55 anos, sendo a maioria masculina (54%).

Somente na cidade de São Paulo, em 12 hospitais com gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram priorizadas 16.000 tomografias computadorizadas de tórax em pacientes com suspeita clínica de contaminação por Covid-19. Deste total, 7.646 tiveram achados de imagens suspeitos para Covid-19, ou seja, 54% do total.

A nova rotina de atendimento começa na abertura da ficha, quando é marcada como suspeita para a doença, de acordo com o pedido médico. Após isso, este paciente é priorizado para realização de tomografia computadorizada de tórax e seu exame é avaliado imediatamente. Uma vez realizada a checagem, independentemente de ser positiva ou negativa para Covid-19, o médico a sinaliza no sistema como exame suspeito para a doença, encaminhando a imagem e o laudo para a rede de hospitais e, também, para os celulares dos médicos solicitantes, que conseguem ver esses resultados de maneira mais ágil.

Se o exame não tiver indícios da doença, o paciente é liberado rapidamente, o que evita o risco de ser infectado pelo vírus dentro da unidade hospitalar. Se o resultado for positivo, ele é imediatamente encaminhado para conduta médica. As ações são tomadas a fim de evitar a propagação do vírus no ambiente hospitalar e de melhorar a eficiência e resolutividade dos casos.

Igor Santos, médico radiologista e superintendente de Inovação da FIDI, explica que todos as informações são registradas em um banco de dados, atualizado em tempo real.  “O sistema é capaz de apontar quantos casos de suspeita clínica e suspeita tomográfica são lançados por dia, em cada unidade, quantos pacientes são internados, em quais hospitais, além da distribuição por faixa etária”, esclarece.

Com a constante atualização de informações, a Fundação tem controle de todas as fichas abertas como suspeitas clínicas e tomográficas para a doença. “Quando a checagem aponta como suspeita tomográfica, há uma grande chance de haver infecção pelo coronavírus. Contudo, isso ainda não confirma o diagnóstico, que é dado pelo PCR, exame responsável por detectar o vírus”, explica o médico.

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