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Hospital de Câncer de Barretos anuncia fechamento da unidade de Fernandópolis

By 9 de junho de 2016 Mercado, Saúde Pública

Na última Quarta-feira (1° de Junho), o diretor Henrique Prata anunciou o fechamento do Instituto de Prevenção de Fernandópolis do Hospital de Câncer de Barretos por falta de credenciamento e de recursos.

O Complexo de Barretos conta com oito unidades, três em Barretos, uma em Fernandópolis, que fechará em Junho, de acordo com Prata,  uma em Juazeiro (BA), uma em Campo Grande (MS), uma em Jales (SP), que também não possui credenciamento e uma em Porto Velho (RO).

O Hospital de câncer de Barretos fechou o ano de 2015 com custo operacional de R$ 480 milhões, mas recebeu de repasse do SUS apenas R$ 207 milhões, o restante foi conseguido com doações de incentivo fiscal e pela sociedade que realiza eventos em prol da instituição, como leilões e shows.

Inaugurado em 2013, o Instituto tem capacidade para atender 200 pacientes por dia, realiza exames preventivos de mama, próstata, pele e colo de útero, mas nunca foi credenciado pelo governo estadual e por isso não está recebendo os recursos necessários para ser mantido e vem sobrevivendo de doações escassas que acarretam no possível fechamento. Há um atraso de R$ 30 milhões em repasse de verba.

A unidade de Jales também está ameaçada pela mesma razão: falta de credenciamento.

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo lamentou por nota oficial serem inverídicas as declarações de Henrique Prado pois a Fundação Pio XII, mantedora do Hospital, recebeu em 2013 cerca de R$ 700 milhões para as unidades, incluindo a de Fernandópolis.

Em nota estava a declaração de que  R$ 178 milhões foram repassados desses R$ 700 milhões para cobrir o subfaturamento federal de forma absolutamente voluntária, negando qualquer dívida com a Secretaria de Estado. “E Até o final deste ano serão outros R$ 36,5 milhões em repasses extras para a instituição.”

O governo ainda acrescentou que o credenciamento oncológico pelo Sistema único de Saúde (SUS) é de responsabilidade do Ministério da Saúde, estava na nota:

“Como sabe bem o presidente da Fundação Pio XII, o Estado cumpriu o seu papel e aprovou a habilitação tanto dos serviços de Fernandópolis quanto de Jales. Infelizmente o governo federal não teve a mesma rapidez. O credenciamento de serviços oncológicos pelo SUS cabe ao Ministério da Saúde, mediante de aumento de teto financeiro”.

Ainda foi afirmado que o pedido da unidade ambulatorial de diagnósticos de Fernandópolis foi aprovado em comissão bipartite (que reúne estado e municípios) em 17 março de 2015, e encaminhado ao órgão federal, e até o momento não deu resposta.

 

 

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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