✉️ NEWSLETTER Assine gratuitamente e atualize-se semanalmente Assinar

O que a logística em saúde tem a ver com a indústria automotiva?

Publicidade

A logística em saúde, diante de todas as soluções a que se apresenta, ainda é novidade para diversos serviços de saúde no Brasil, especialmente pela dificuldade de tangibilização de sua dinâmica dentro dos diferentes organismos do setor e crenças de que suas especificidades podem limitar os recursos dentro das instituições.

De fato, o desafio de gerir compras, estoque e distribuição de medicamentos e insumos médicos diante de diferentes demandas é ímpar, mas sempre possível, desde que se tenha uma visão holística sobre as diferentes necessidades de cada cliente, seja uma secretaria de saúde, um hospital público ou privado, de pequeno, médio ou grande porte.

Aliás, este conceito pode ser bem observado dentro do setor automotivo pelo exemplo do Sistema Toyota de Produção, desenvolvido entre os anos de 1948 e 1975 e também conhecido como Lean Manufacturing.

Com processos definidos no estilo taylor-made para aumentar a produtividade e a eficiência, evitando desperdícios com estoque sob demanda, entre outros aspectos, o sistema dedicou 30 anos para seu aperfeiçoamento, enfrentando muitos estigmas no caminho.

Atualmente, todas as linhas de produção das principais montadoras do mundo trabalham com estoque mínimo, apoiados nos operadores logísticos especializados em seu negócio, que propiciam entregas no timing necessário, segurança e qualidade na armazenam, no trajeto, e na rastreabilidade, e que facilitam também as necessidades de recall, entre outros aspectos.

Assim como lá no passado as montadoras se viram diante da necessidade de inovar e gerenciar melhor seu processo produtivo, seu custo e seu tempo para atender as demandas do mercado, a saúde hoje necessita desse mesmo pensamento para sair da UTI e maximizar seu potencial de atendimento em tempo e qualidade aos pacientes, garantindo resultados para as instituições, o que é possível com o apoio da logística em saúde.

Não há espaço para estoque parado e ativo estagnado. Já é possível trabalhar com estoque mínimo nos hospitais para uso diário e em emergências, com entregas pontuais e rastreabilidade de 100% dos produtos, do centro de distribuição até o paciente na beira do leito. E embora já esteja sendo feito aqui e acolá, ainda há muito a ampliar considerando e abrangência continental do nosso país.

Domingos Fonseca, presidente da UniHealth Logística Hospitalar.

 

       
Publicidade

Deixe uma resposta