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O modelo hospitalista adapta-se a várias realidades: conheça experiência em hospital da Unimed.

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Recentemente, Louise TO Bianchi, da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar, encaminhou-me relato, bastante empolgada. Louise atua no Hospital da Unimed Joinville e participa do movimento hospitalista desde seus primórdios no Brasil.

“Estive em Franca, São Paulo, originalmente para conhecer iniciativa de desospitalização da Unimed local. Encontrei modelo bastante interessante, por essa e outras práticas inovadoras, inclusive hospitalistas.

Focados inicialmente no fortalecimento da atenção primária, o pessoal de Franca percebeu que o hospital estava pouco integrado à estratégia. Em busca de otimizar seus processos e melhorar eficiência no sistema, a direção do Hospital São Joaquim foi estimulada a buscar alternativas e encontrou na adoção do modelo hospitalista uma das opções viáveis.

Incorporaram 6 médicos que atendem pacientes clínicos próprios, além de comanejos cirúrgicos. Eles alternam-se semana a semana (dois blocos de 3), assumindo até 18 pacientes por dia. Absorvem e assumem os pacientes clínicos que chegam via Pronto Socorro – aqueles pacientes “órfãos” ou sem assistentes disponíveis para a hospitalização. No segundo caso, devolvem o paciente ao final da internação. Atuam ainda em dobradinha com cirurgiões diversos. Outros médicos cooperados seguem internando, eles próprios, seus pacientes, independente da MH. Hospitalistas têm seus honorários pagos por hora. O hospital fez uma aposta de economia com a MH e antecipou-se com proposta bastante atrativa aos hospitalistas. Deu certo! A direção do hospital tem reuniões periódicas com o time onde juntos analisam indicadores e checam se atingiram as metas determinadas conjuntamente. A interface entre atenção primária e MH é realizada por uma médica coordenadora do serviço de medicina preventiva e de atenção domiciliar, que se mantém diariamente em contato com os hospitalistas. Mesmo quando pacientes retornam aos cuidados de médico cooperado individual, não deixam de estar sob as lentes da medicina preventiva, que os mantém sob monitoramento remoto então. Mas está crescendo a adesão direta  à medicina de família.

O Hospital São Joaquim, como resultado, obteve redução de sua média de internação de 7 para 6 dias no primeiro ano. No segundo ano, foi de 6 para 5 dias. Houve aumento da satisfação dos clientes e uma economia de 30% na conta hospitalar, ainda com repasse trimestral de 5% da economia gerada aos médicos hospitalistas, sem aumento das reinternações.

Um time de hospitalistas trabalhando na assistência com qualidade, de forma integrada com serviços de emergência e ambulatoriais, é um desafio necessário ao nosso sistema. Mas, aos poucos, experiências têm surgido e demonstrado tratar-se de uma estratégia sólida e sustentável, que entrega valor a instituições, profissionais envolvidos e usuários.

Essa integração entre o Atenção Primária / Médicos de Família & Medicina Hospitalar / Hospitalistas é uma daquelas coisas óbvias que incrivelmente as pessoas demoram a enxergar, segundo o médico e consultor Vitor Hugo Zeilmann, da Hygeia Assessoria de Gestão em Saúde. Ele vem há quase 5 anos circulando e realizando uma verdadeira pregação pelo Sistema Unimed sobre a necessidade da implantação da Medicina de Família na Saúde Suplementar, defendendo a Medicina Hospitalar como complementar. Foi diretor médico de dois hospitais gaúchos que adotavam hospitalistas.

“A Atenção Primária e a Medicina Hospitalar são complementares e compartilham dos mesmos valores, e ambas entregam resultados superiores em termos assistenciais. Ironicamente, uma ignora a existência da outra. Casar os dois modelos é o melhor que um gestor em saúde pode fazer, tanto para melhorar a qualidade da assistência quanto para racionalizar os custos”, sempre diz meu amigo Vitor, que se mantém fiel a estas convicções, pelo menos desde 2008. Aqui depoimento dele após evento que co-organizei

       
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