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Uso de medicamentos isentos de prescrição economiza R$ 400 milhões para o sistema de saúde brasileiro

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Pesquisa revela que, para cada R$ 1,00 gasto, são poupados até R$ 7,00 com consultas
médicas desnecessárias e com a perda de dias de trabalho

O uso de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) gera uma economia de cerca de R$ 400 milhões para o sistema de saúde: para cada R$ 1,00 gasto com MIP são economizados até R$ 7,00. O dado foi comprovado pelo estudo Utilização de medicamentos isentos de prescrição e economias geradas para os sistemas de saúde: uma revisão[1], publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde. O uso consciente dos MIPS faz parte do conceito do autocuidado, direito assegurado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e trazido para o Brasil pela ABIMIP.

A economia estimada pelo estudo deduziu o custo dos MIPs para o consumidor (R$ 61,2 milhões) dos gastos desnecessários com 5,1 milhões de consultas médicas (R$ 56,1 milhões) e a perda de dias de trabalho (R$ 369,2 milhões). Foram utilizados cifras de consultas ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS) e informações de consumo de MIPs no Brasil, da auditoria internacional QuintilesIMS.

ENTENDA O CÁLCULO
Consultas médicas + R$ 56,1 milhões
Perda de dias trabalhados + R$ 369,2 milhões
TOTAL DE GASTOS R$ 425,3 milhões
Custo dos MIPs para o consumidor – R$ 61.2 milhões
ECONOMIA PARA O SISTEMA DE SAÚDE R$ 364.1 milhões

“A segurança, a acessibilidade, a eficácia, a conveniência e a tolerabilidade dos MIPs já foram discutidos em numerosas publicações e o balanço favorável faz com que os MIPs sejam considerados como uma alternativa segura para contribuir com os sistemas de saúde”, reforça Marli Sileci, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP), entidade que apoiou a realização do estudo.

Na avaliação da ABIMIP, considerando a realidade de outros países, os MIPs têm potencial de diminuir o número de visitas desnecessárias às unidades de pronto-atendimento, desafogar o sistema de saúde, evitar perdas de dias de trabalho e diminuir o volume de exames laboratoriais desnecessários. “Quando o autocuidado, o que inclui o uso responsável de MIPs, é empregado, há benefícios evidentes para a sociedade”, finaliza.

O conceito do autocuidado, direito assegurado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e trazido para o Brasil pela ABIMIP, está relacionado a uma abordagem multidisciplinar para o cuidado da saúde e prevenção de doenças, o que inclui o uso consciente dos MIPs. Além disso, o autocuidado inclui também aspectos básicos como ter informações confiáveis sobre saúde e consciência das próprias condições físicas e mentais, praticar atividades físicas, dieta saudável, evitar atitudes de riscos para a saúde (como fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso, por exemplo), bons hábitos de higiene e o uso consciente dos MIPs. Nesse aspecto, o papel do farmacêutico é essencial, pois é o profissional que orientará sobre a ação, benefícios e possíveis efeitos adversos dos medicamentos.

Outros mercados

Nos Estados Unidos[2], um estudo concluiu que os MIPs geram uma economia de US$ 102 bilhões/ano para o sistema de saúde. Pelos cálculos desse trabalho, cada dólar gasto pelos consumidores em MIPs nos Estados Unidos gera uma economia de US$ 6 a US$ 7 para a sociedade americana.

Sobre o autocuidado

O autocuidado é um termo que envolve a tomada de decisões sobre a própria saúde, um direito do cidadão assegurado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O autocuidado envolve questões fundamentais, como higiene pessoal, nutrição, prática de atividades físicas, informação confiável sobre saúde, autoconhecimento, e hábitos sociais, além do uso consciente de medicamentos. Tomar remédio por conta própria, porém, deve ser uma prática responsável pautada em orientação e educação, para que o indivíduo conheça o próprio organismo e faça escolhas de forma eficaz e segura. Para isso, é preciso entender que nem todos os medicamentos disponíveis na farmácia podem ser tomados sem receita e da mesma maneira.

       
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