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Uber lança Uber Health

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Na semana passada o Uber anunciou o lançamento do Uber Health, uma ferramenta digital com o objetivo de agendar corridas para pacientes atenderem às suas consultas. O sistema será principalmente utilizado por hospitais, clínicas e centros de reabilitação para gerenciar o serviço de transporte para àqueles que necessitam de assistência, de transporte e financeira, para chegar em seus compromissos médicos.

No Uber Health, o prestador de cuidados pode reservar a corrida dentro de algumas horas ou com uma antecedência de até 30 dias. É um sistema intuitivo, o provedor insere o nome, telefone e o local de origem do paciente. Assim que processada a solicitação, o paciente recebe uma mensagem de texto em seu telefone informando os dados do agendamento da corrida.

O sistema está disponível em duas versões para as instituições: uma com o painel de controle online, e outra é uma API para integração com as próprias ferramentas utilizadas pela instituição. Em qualquer forma, não é necessário o cadastro no Uber por parte do paciente, já que a notificação é enviada por SMS. A empresa ainda planeja aumentar o acesso expandindo o serviço para pessoas que não possuem celular, através de confirmações via ligações para telefones fixos.

Quanto ao modelo de negócios, o Uber Health cobra dos provedores apenas o custo das corridas individuais, como custariam se requisitadas pelo aplicativo de qualquer cliente. A vantagem é o fornecimento de um painel de controle centralizado, facilitando o gerenciamento de indicadores do serviço, como frequência de corridas por um mesmo usuário, tempo de corrida ou qualidade do atendimento. As organizações também podem programar múltiplas corridas e acompanhar os seus gastos com as corridas e visualizar a agenda de compromissos.

O propósito do Uber Health vai se encontro à solução de um grave problema americano. Todos os anos 3,6 milhões de pacientes perdem suas consultas médicas devido à falta de transporte disponível e confiável. As taxas de ausência chegam à 30%, esse número é formado principalmente por populações vulneráveis e portadores de doenças crônicas, de acordo com Chris Weber, diretor geral do Uber Health. As consultas perdidas podem acarretar problemas como aumento de entradas em emergências, readmissões hospitalares e custos mais altos em toda a cadeia. Os especialistas dizem que o impacto do absenteísmo é de cerca de US$ 150 bilhões por ano.

Apesar de não ser a primeira iniciativa da empresa no setor de saúde, esta é a maior. Anteriormente o Uber já engajou em causas como corridas gratuitas para exames de câncer de mama e testes de diabetes, mas o apoio sempre foi pontual. Isso levou a empresa a investigar como eles poderiam realizar algo mais permanente, duradouro e com um impacto real na saúde.

O Uber Health está de acordo com as normas de cuidados de saúde dos EUA sobre privacidade de dados, conhecida como Lei de Portabilidade e Responsabilidade do Seguro de Saúde, ou HIPAA. “Construímos este serviço desde o início em uma pilha de tecnologia totalmente compatível com HIPAA”, disse Weber. “Foi arquitetado desde o primeiro dia. Tudo o que construímos a partir de uma perspectiva tecnológica foi construído para caber dentro das restrições e melhores práticas da HIPAA “.

O concorrente do Uber, a Lyft, também já fez parcerias com provedores de saúde para o serviço de transporte de pacientes. Mas um estudo publicado na JAMA Internal Medicine, descobriu que oferecer um transporte gratuito da Lyft para pacientes usuários Medicaid, não reduziu a taxa de ausência à consultas, se comparado com as taxas de abstenção de pacientes não beneficiados pelo auxílio.

Há porém, outras questões a se observar. Uma delas é a falta de acessibilidade para cadeirantes, por exemplo. Sobre isso, Weber disse: “Definitivamente, estamos focados em proporcionar uma experiência melhor e mais confiável”. Outro ponto é em relação à responsabilidade da empresa quanto à situação médica do paciente. O que acontece se o paciente passar mal durante a corrida¿

Segundo Weber, o Uber Health não é um substituto para veículos de atendimento emergencial. “É rápido, é confiável, mas certamente não é uma ambulância. Na medida em que as pessoas precisam ser levadas ao hospital por um socorrista, sempre os encorajamos a chamar 911 e usar isso para que eles possam chegar lá. “

A empresa lançou o serviço em versão beta em julho do ano passado, e já possui aderência de mais de 100 organizações de cuidados de saúde nos EUA.

       
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