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TM Jobs discute mudanças no modelo de remuneração

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Setor evoluiu pouco nesse sentido, segundo especialistas participantes do painel, mas a discussão é calorosa

A TM Jobs reuniu na tarde dessa terça-feira, 23, um time de peso da área da saúde para discutir os “Novos Modelos de Remuneração e Regulação do Setor”. O encontro aconteceu no estande da empresa na 25ª Hospitalar e integra a programação do I Congresso de Saúde Suplementar, promovido em parceria com o Business Club Healthcare Latam e o Instituto Latino-Americano de Gestão em Saúde (INLAGS).

Com o tema “Impacto Econômico e Sustentável”, o evento teve auditório lotado, mostrando, mais uma vez, a importância de debater o assunto, considerado um dos maiores gargalos do sistema de saúde no país. Mediado pela diretora do Instituto Coalizão Saúde (ICS), Denise Eloi, o painel contou com a participação do diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechim, do diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Rodrigo Aguiar, do superintendente regional do Bradesco Saúde, Flavio de Carvalho Mendes, e da diretora Técnica Médica e Rede Credenciada na SulAmérica Saúde, Teresa Veloso.

“Se tivesse tudo bem e organizado no setor, não estaríamos aqui hoje para discutir esse assunto. O primeiro e mais importante ponto é a elevação do custo assistencial numa proporção enorme a cada ano. Estamos chegando num nível que o cliente final, que é a verdadeira fonte pagadora de todo o sistema, não aguenta mais reajustes anuais na casa de dois dígitos. Além disso, precisamos melhorar a experiência do paciente na cadeia por onde atravessa. Hoje, foca-se muito pouco nessa experiência e no resultado final do tratamento, quando deveria ser o foco principal”, lembrou Teresa, acrescentando que parte da dificuldade em implementar novos modelos se dá por causa do conflito de interesses entre operadoras e prestadoras de saúde. “Existe uma desconfiança mútua entre os dois lados que precisa, urgentemente, ser sanada.”

Avanços

Para Mendes, a fonte pagadora e o cliente final estão mais receptivos a entender melhor e fazer diferente esses modelos alternativos. “Estou nesse mercado há 24 anos e sei das dificuldades internas de aplicar todo e qualquer modelo inovador dentro de uma companhia conservadora como a minha. Mas posso dizer o quão a Bradesco avançou nesse sentindo nos últimos dois ou três anos e o quão mais disponíveis estamos”, destacou. “É importante acrescentar que não há de se pensar em novos modelos sem o comprometimento dos prestadores na entrega de um nível maior de eficiência e qualidade a esse modelo. Trata-se, sem dúvida, de um trabalho amplo de discussão e oportunidade.”

“Tem coisas boas em andamento no setor nesse sentido, mas acredito que não na velocidade desejada”, acrescentou Cechin. “O papel da indústria nessa discussão, embora não seja tão importante quanto o de operadoras e prestadoras, é fundamental. Por uma questão muito simples: hoje, aproximadamente metade das despesas das operadoras refere-se a internações; sendo que 35% ou mais são gastos com materiais e medicamentos”, lembrou.

Já Aguiar, da ANSS, destacou o trabalho que a agência vem desenvolvendo para colaborar com o tema: “instituímos o Grupo de Trabalho de Remuneração ANSS para discutir e dar visibilidade ao tema e para que as soluções sejam aplicadas pelo mercado de forma automática, sem que haja necessidade de uma intervenção regulatória”, finalizou o diretor.

       
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