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Startups de saúde já levantaram US$ 15 bilhões este ano

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Citamos ontem em entrevista como o mercado precisa ser cauteloso na “descoberta” de novos produtos, e manter a segurança do paciente sempre em primeiro lugar. Muitos acreditavam que o escândalo da Theranos poderia esfriar os investimentos e despertar dúvidas em relação às healthtechs. Pelo contrário, até agora, 2018 tem sido um grande ano para as startups de saúde.

A indústria biofarmacêutica, por exemplo, se manteve aquecida nas fusões e aquisições com a Takeda Pharmaceutical comprando a Shire por US$ 62,2 bilhões, a Sanofi adquirindo a Bioverativ por US$ 11,6 bilhões e a Ablynx por US$ 4,8 bilhões. Também tivemos a Juno Therapeutics sendo comprada pela Celgene por US$ 9 bilhões, logo depois de adquirir a Impact Biomedicines por US$ 1,1 bilhão.

De acordo com o Pitchbook da Forbes, o ritmo do primeiro semestre foi o melhor em pelo menos 10 anos. Até agora foram arrecadados US$ 15 bilhões, 70% a mais do que no mesmo período do ano passado. Um movimento a ser observado é a concentração desses investimentos em poucas empresas. Em 2017, 855 empresas foram investidas nos seis primeiros meses, enquanto no primeiro semestre de 2018, o número caiu para 779.

Em operações relevantes, a Humacyte, desenvolvedora de regenerativos vasculares, arrecadou US$ 150 milhões, e após o investimento da Fresenius, foi avaliada em quase US$ 800 milhões. Também na casa dos US$ 100 milhões está a Kaleido Bioscience, empresa de estágio clínico que desenvolve drogas focadas em microbiomas.

Os principais destaques vão para o pódio Moderna, que busca criar drogas utilizando-se de RNAm, Grail, desenvolvedora de testes sanguíneos para detecção de câncer, e Healtflow, sobre imagens cardíacas, com respectivamente US$ 500 milhões (avaliado em US$ 7 bilhões), US$ 300 milhões (avaliado em US$ 3,2 bilhões), e US$ 240 milhões (avaliado em US$ 1,5 bilhões).

A análise também apontou empresas que não corresponderam às expectativas, como a Intarcia Therapeutics, que arrecadou US$ 615 milhões em 2017, mas quando o FDA rejeitou sua solução para diabetes, se viu obrigada a interromper o programa e demitir seus funcionários. Outra empresa que está em dificuldades após grande arrecadação (US$ 510 milhões) é a Outcome Health, processada por investidores e sofrendo com o abandono de seus maiores clientes.

Ainda assim, as notícias boas compensam os resultados ruins isolados do primeiro semestre.

       
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