✉️ NEWSLETTER Assine gratuitamente e atualize-se semanalmente Assinar

Sindhoesg promove palestra sobre gestão de pessoas

Publicidade

Gestor de Recursos Humanos, Anderson Oliveira, mostrou como a comunicação correta e trabalho em equipe são essenciais para bom desempenho de hospitais e empresas

Tornar os ambientes de trabalho mais agradáveis e eficientes foram as propostas da palestra “Equipe de trabalho e gestão inovadora”, promovida pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) em sua sede, no setor Central, em Goiânia (GO). Profissionais de Recursos Humanos (RH), gestores e responsáveis pelo atendimento a pacientes tiveram a oportunidade de receber, no dia 6 de novembro, as dicas do gestor de RH e de Qualidade do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Anderson Oliveira.

O especialista mostrou o quão desafiador é lidar com outras pessoas quando pediu aos ouvintes a elaboração de um desenho a partir de instruções dadas. Com resultados muito diferentes, foi possível entender como as experiências pessoais moldam as atividades realizadas, mesmo as mais simples. A solução das barreiras geradas por essas diferenças, segundo ele, está na comunicação. “As relações estão tensas por conta de falhas no momento de se comunicar com colegas de trabalho. Às vezes, quem fala não consegue transmitir a informação muito bem e quem recebe não consegue entender”, esclareceu.

Essa é uma das principais dificuldades da gestora de enfermagem Meire Ribeiro, do Hospital Ortopédico de Goiânia. “Profissionais como eu, que já estão há muito tempo na área, perdem o tato para falar e, principalmente iniciantes na profissão, podem se sentir ofendidos pelas cobranças”, relatou.

Anderson, porém, explicou que não basta apenas passar a mensagem, mas também analisar todas as variáveis envolvidas no processo de comunicação. Um texto enviado, por exemplo, deve estar bem redigido, conter toda a informação e solicitar o feedback, ou seja, um retorno do destinatário para conferir se ele entendeu ou não o que foi pedido. Tudo isso sem esquecer de praticar a chamada “comunicação positiva”: estímulos que motivam a equipe.

Iara Martins, supervisora de atendimento no Hospital do Coração de Goiás, vê nesse tipo de comunicação a chave para praticar uma boa liderança. “Tento sempre incentivar a minha equipe por meio da criação de confiança deles comigo, mas não é fácil. Por isso, acho essencial participar de eventos como esse para conhecer novas ideias e se renovar”, disse.

Renovação também é algo buscado constantemente pelo presidente do Sindhoesg, José Silvério Peixoto Guimarães, que acompanhou toda a palestra. Mesmo com uma vasta experiência como médico, ele acredita que é importante se atualizar para trabalhar com as transformações da medicina. “Já vi muitos hospitais de Goiás fecharem e também percebo o quanto as responsabilidades de médicos e enfermeiros mudaram durante a minha carreira. Um exemplo é que, antigamente, pedíamos vários exames e, hoje, com uma gota de sangue você já consegue identificar diversas doenças”, contou.

Grupo x equipe

Outro fator destacado por Anderson foi a diferença entre grupo e equipe. Enquanto o primeiro se forma apenas para cumprir um objetivo, mas não possui interação, no segundo há um senso de responsabilidade conjunta. “Os integrantes de uma equipe unem suas habilidades para buscar o resultado desejado, uma vez isso alcançado, os membros não se separam”, explicou. Ele acrescentou ainda que o maior objetivo do líder deve ser fazer com que seus subordinados consigam trabalhar de forma organizada sem a intervenção dele.

Para a participante Rita Leite, a palestra foi uma confirmação de como funcionários trabalhando desconectados uns dos outros não geram bons resultados. Gerente da Clínica da Imagem, ela afirmou que busca implantar a filosofia de ações em equipe no local e, com os conhecimentos compartilhados por Anderson, será mais fácil explicar as demandas aos colaboradores e lidar com possíveis resistências deles.

O especialista ressaltou que, apesar dos diversos modelos de gestão existentes na área de Recursos Humanos, o encarregado por uma empresa ou departamento não precisa seguir algum. “Oriento a ser disruptivo, o que significa que não é preciso cumprir com um modelo. É permitido criar o seu próprio. A equipe de RH também pode ser inovadora e não se limitar ao que já existe”, aconselhou.

       
Publicidade

Deixe uma resposta