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Por que a Solar Ear é uma das dez empresas mais inovadoras do Brasil?

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Qual é o preço pelo qual se vende uma idéia? Para o canadense Howard Weinstein ela deve ser o mais acessível possível! E esse foi o resultado de seu trabalho com a Solar Ear.

Em uma viagem para Botsuana (África), Howard se deu conta de um problema conhecido por muitos, mas contra o qual poucos agem, a deficiência auditiva. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 278 milhões de pessoas no mundo com algum grau de deficiência auditiva. Essas pessoas em geral tem índices de desemprego maiores que a média nacional e têm menos acesso à educação.

Todavia, as dificuldades mostram-se mais presentes em classes sociais de baixa renda, pois o preço do aparelho auditivo é muito alto, cerca de três mil reais. Sua bateria dura por volta de sete dias e tem valor aproximado de cinco reais. Uma vez que as pessoas portadoras de deficiência auditiva geralmente necessitam de dois aparelhos auditivos, isso representa um investimento alto, valores que dificultam o acesso a esse produto e aos benefícios que ele traz. Outro problema nos países em desenvolvimento, além do preço dos aparelhos auditivos em si, é a dificuldade no acesso às baterias, uma vez que essas podem geralmente ser encontradas em cidades grandes, mas nem sempre em vilarejos afastados.

            Foi então que Howard motivado a construir pontes entre os abismos da desigualdade observou que a solução para este problema, como para muitos outros, estava na própria região em que ele acontecia. Contratou engenheiros para desenvolver um aparelho auditivo de baixo custo com baterias recarregáveis através de luz solar. Seu desafio então foi empreender em volta dessa solução.

Nesta empreitada criou o projeto Solar Ear, que visa difundir esse aparelho para o mundo a baixos custos e de maneira acessível para a população que o necessita, além de procurar aumentar o espaço para o deficiente auditivo dentro da sociedade, como pessoa ativa e capaz.

Foi assim que Howard viajou o mundo com seu empreendimento e chegou ao Brasil, conseguiu apoio financeiro de 1,4 milhão de reais e uma casa como sede de sua empresa. O projeto então foi adaptado para o País, que a partir de uma parceria entre a Solar Ear, o Instituto CEFAC e a Universidade de São Paulo foi modificado pra que o carregador funcione a partir da energia de lâmpadas comuns, prescindindo da luz solar em dias de chuva e funcionando também para outros tipos de aparelhos, como celulares. A Solar Ear trabalha contratando em sua maioria deficientes auditivos, o que a torna um empreendimento com ainda maior impacto social. A prática de libras desses deficientes confere a eles maior destreza manual, essencial para a produção dos microchips do recarregador.

Também é notável a atuação do projeto em programas de capacitação e de educação para surdos, pois, segundo Howard, para se reverter o ciclo da pobreza é necessário, antes de tudo, fornecer educação aos deficientes.

Apesar disso, o empreendedor não patenteou as tecnologias desenvolvidas no Brasil ou nos outros países, já que acredita que seria ótimo que outros copiassem a sua idéia, a fim de beneficiar um maior número de pessoas com a solução desenvolvida. Isso tudo levou a revista norte americana Fast Compay a eleger a Solar Ear uma das dez empresas mais inovadoras do Brasil, ao lado de gigantes como Embraer, Natura e Petrobras.

O potencial empreendedor da Solar Ear é gigantesco, mas ainda não foi totalmente explorado. Seu apelo fortemente social e o enorme desconhecimento da maioria das pessoas de sua existência representam grandes desafios ao seu crescimento. Mas se tratando de inovação, sem dúvida Howard Weinstein dá uma aula de como empreender no Brasil e mostra que uma idéia bem desenvolvida pode trazer grandes benefícios para a sociedade.

Para saber mais acesse:

por Gilvan Rodrigues e Katleen Matias

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Como a Solar Ear se tornou uma das empresas de saúde mais inovadoras do Brasil!

       
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