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P&G deve adquirir os negócios de saúde do consumidor da Merck por US$ 4,21 Bi

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A Procter&Gamble Co vai adquirir o negócio de saúde do consumidor da alemã Merck por US$ 4,2 bilhões. A P&G, muito conhecida por suas marcas de fraldas Pampers, aparelhos de barbear Gillette e produtos para tosse e resfriado Vicks, afirmou que a aquisição foi uma estratégia para expandir seu portfólio em produtos para a saúde dos consumidores.

O acordo acrescentaria à P&G vitaminas e suplementos da linha da Merck que podem ser vendidos sem receita médica, como Femibion, Neurobion e Nasivin. A empresa americana já fatura cerca de US$7,5 bilhões com a divisão de saúde do consumidor, com produtos como pasta de dente Crest e Oral B, o que representa 12% da receita total da P&G. Já a mesma divisão da Merck gera US$ 1 bilhão em vendas anuais, com um portfólio diversificado de 10 marcas.

De acordo com o Wall Street Journal, a transação será uma das maiores aquisições dos últimos anos para a P&G, que mostrou crescimento lento em seus principais mercados e queda de receita, em especial com a marca Gillette.

A empresa também anunciou que encerraria em julho a sua joint venture de assistência ao consumidor com a israelense Teva Pharmaceutical Industries. O motivo seria o desalinhamento de estratégias entre as duas. Teva era responsável pela venda de medicamentos, vitaminas e suplementos fora da América do Norte.

Segundo fontes da Reuters, o preço da oferta inicial seria pelo menos 4 bilhões de euros acima do acordo, e ainda que, empresas como a Nestle já haviam mostrado interesse na divisão da Merck. O analista da Morgan Stanley, Vincent Meunier, disse que preço ainda implicava uma valorização de 4,7 vezes as vendas e cerca de 19 vezes o lucro operacional (EBITDA) do negócio, no topo dos últimos negócios vistos no setor.

O mercado de saúde de consumidor é altamente fragmentado, com tamanho aproximado de US$ 233 Bi globalmente, e vem se consolidando nos últimos anos. Porém as vendas não crescem tão rapidamente quanto a de medicamentos prescritos. Além disso, é necessário atualizar as marcas constantemente devido às altas demandas dos consumidores.

O desinvestimento em saúde do consumidor ajuda a Merck a se concentrar na sua unidade farmacêutica e reformar o seu pipeline. O foco será no desenvolvimento de produtos para a imunoterapia contra o câncer e medicamentos para esclerose múltipla, áreas que a empresa considera promissora e com receitas potenciais. A expectativa é que a venda da Merck para a P&G se conclua até o quarto trimestre deste ano

       
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