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Pesquisa Saúde 2018: UNIDAS lança panorama do setor dia 8 de agosto

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A UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) promove no dia 8 de agosto, quarta-feira, coquetel de lançamento da Pesquisa UNIDAS 2018. O evento será realizado às 19h no Auditório da Afresp, em São Paulo. Entre outras informações do setor de saúde suplementar, o levantamento traz os dados de aumento do custo médico-hospitalar. Nos últimos cinco anos (de 2013 para 2017), o índice foi de 89,4%. O valor da cobertura médica hospitalar saltou de R$ 3.107,58 (per capita ano) para R$ 5.855,78. De 2016 para 2017, a variação foi de 13,3%.

Das internações, o maior gasto é com materiais. Representa mais de 23% do todo. Seguido por medicamentos (17,2%), diárias (14,9%) e honorários (12,8%). Transformando isso em números absolutos observamos que somente o segmento de autogestões movimenta recursos com as despesas assistenciais (sem custo administrativo) no montante aproximado de R$ 15 bilhões. O mercado de saúde suplementar como um todo compreende mais de R$ 130 bilhões por ano, valor esse superior ao sistema público (SUS).

Além do aumento dos custos, a carteira está bastante envelhecida. A Pesquisa UNIDAS 2018 aponta que o índice de envelhecimento (proporção idosos X jovens até 14 anos) é de 191,9%, resultado bem superior aos demais segmentos do mercado, vez que as autogestões concentram historicamente o maior número de idosos e, como essa carteira não se renova, esse índice tem aumentado ano a ano.

Atualmente 25,9% dos beneficiários tem 60 anos de idade ou mais, enquanto o mercado de saúde com fins lucrativos apresenta cerca de 12%. Portanto, as autogestões já trabalham com um perfil etário e epidemiológico com o qual o Brasil só deverá conviver efetivamente em 2030. São hoje 1.027.233 idosos (eram 850 mil no último levantamento de 2016), sendo 1.588 centenários. Embora o percentual tenha reduzido um pouco com relação à última pesquisa (2016 – 28,2%), o número de centenários cresceu 10% (1.429, 83% mulheres).

A taxa de internação da última faixa da ANS (Agência Nacional de Saúde), considerada de 59 anos ou mais, é atualmente de 19,9%. Isso representa mais que o dobro da taxa em beneficiários com até 18 anos (8,6%). Também é um índice muito superior ao das outras faixas de beneficiários que seguem uma variação média de 1% a cada mudança de perfil etário.

       
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