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Modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco em paciente

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A análise de dados e o uso das informações com foco no paciente são alguns dos principais caminhos para hospitais, clínicas e outros provedores de saúde se adaptarem aos novos desafios no cuidado médico. O assunto foi debatido na tarde de hoje (20/9) no painel “Mudança de paradigma no cuidado: de reativo a preditivo”, durante o Healthcare Innovation Show 2018.

O painel contou com a participação da irmã Monique Bourget, diretora técnica do Hospital Santa Marcelina e diretora da Atenção Primária à Saúde; José Augusto Ferreira, diretor de Provimento de Saúde, Unimed BH; e René Parente, líder para a área de saúde da Accenture, que foi o moderador.
Na discussão, os participantes abordaram diversas dificuldades enfrentadas no modelo atual de cuidado, como o sistema baseado no faturamento (que privilegia quantidade, e não qualidade) e a dificuldade na obtenção interpretação de dados dos pacientes.

Para os gestores, não adianta apenas ter os dados em mãos (cuidado reativo), mas usá-los para prever como será o cuidado de futuros pacientes (preditivo). “Hoje temos um novo cliente, o paciente da era digital, acostumado com produtos e serviços que proporcionam economia de tempo e dinheiro, e oferecem segurança. É o mesmo cliente que vai para o nosso hospital”, afirmou Ferreira. “Por isso, temos que cuidar da assistência, que é o motivo que faz com que as pessoas procurem o serviço.”

As mudanças passam pela valorização do paciente no sistema e pela análise mais qualitativa de atendimento, diz Bourget. “As cobranças são por número de consultas, atendimentos, internações. Não se é cobrado em cima dos resultados, o que não provoca mudança no dia a dia. É preciso uma mudança de reflexão de como a gente atende. Precisamos repensar as nossas instituições.”

       
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