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“A integração laboratorial vem desde a concepção das máquinas”

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Na quinta-feira passada, fomos até o Roche Experience conhecer o showroom da divisão diagnóstica, terceiro do mundo e único da América Latina, resultado de um investimento em reestruturação das instalações de aproximadamente R$ 5 milhões. Quem nos recebeu para uma conversa foi Ana Grubba, Diretora de Marketing da Roche Diagnóstica.

Ela nos conta que o espaço tem a finalidade de ser um showroom para compradores e um espaço de treinamento para os funcionários da América Latina. A iniciativa surgiu da necessidade de se entender melhor as demandas dos clientes, poder demonstrar o funcionamento da solução ao vivo, e de ter os equipamentos lançados fora do Brasil, em exposição simultaneamente. Para os funcionários, que antes eram treinados no exterior, a vantagem é a rapidez com que recebem o novo conhecimento.

Entre a demonstração de um equipamento e outro, a executiva explica os três principais pontos a serem levados em consideração no planejamento do trajeto da esteira e posição dos módulos, são eles: espaço físico do local, o mínimo de passos necessários para a supervisão da equipe e a velocidade de entrega do resultado do exame. Todos os produtos demonstrados tinham como conceito gerar valor para o paciente, como através da necessidade de menos sangue para a avaliação, e custos, por exemplo, por meio da economia em tubos, ou da simplificação estrutural do laboratório.

Após passarmos por uma prática de Realidade Virtual, na qual era possível ver até dentro dos equipamentos, conversamos sobre as novas iniciativas da empresa, conectividade e tecnologia.

Todos equipamentos são integrados, parametrizando o caminho dos tubos de acordo com as diretrizes de cada laboratório. Através de um exemplo, Ana mostra a capacidade e importância do sistema: “Imagine que um certo resultado está alterado, e deve-se refazer o teste. Através da rastreabilidade do tubo, o software pode enviar um comando para o braço mecânico recuperar a amostra da geladeira e repetir o exame, e depois voltar a ser armazenado, tudo sem interferência humana e com muita segurança.” Ela também conta que o sistema está preparado para receber amostras prioritárias sem resultar em um impacto negativo para os tubos que já estavam no processo de avaliação.

“A integração laboratorial vem desde a concepção das máquinas. Quando desenvolvemos um produto, ele tem que funcionar como um ser único, com a mesma inteligência dos outros, isso se aplica para a gestão também”, disse ela.

Ana acredita que no Laboratório do Futuro existirá a integração entre todos os equipamentos, e a inteligência artificial desempenhará um papel fundamental nesse contexto. “Nós vamos continuar a desenvolver tecnologias com foco na menor intervenção para o paciente, maior eficiência, especificidade e sustentabilidade.Sobre a implementação da inteligência artificial, não basta ser local, ela deve ser compartilhada com todos os parceiros para que o resultado seja alcançado. Acho que a cadeia da saúde vai caminhar nesse sentido, de valor para o paciente”.

Ela completa a questão do foco estratégico da empresa explicando que a Roche sempre busca atender necessidades ainda não respondidas pelo meio clínico, investir nas lacunas. Por exemplo, no caso da pré-eclâmpsia, doença que mais mata gestantes, o diagnóstico continua sendo feito da mesma forma há séculos. É algo limitado, mas que foi eficiente por muito tempo. Então a empresa lançou uma solução que, a partir da vigésima semana, há a predição se a gestante terá ou não a doença, influenciando na internação da paciente. Um exemplo de medicina preditiva em vez de reativa.

Por fim, a executiva garante que a centricidade do paciente é fundamental, mesmo para os stakeholders que não estejam diretamente envolvidos com essa ponta.

 

       
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