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Iniciativa usa IA para diagnóstico de câncer de pulmão no Brasil

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Especialistas da Rede iTórax e Propulmão apresentam plataforma que pode auxiliar notificação de câncer no Brasil

Na semana em que foi sancionado o registro compulsório da doença, especialistas apresentaram nova plataforma que visa integrar informações de médicos e pacientes e auxiliar no diagnóstico precoce do câncer de pulmão

O encontro que ocorreu neste fim de semana (29 e 30), em Campinas, uniu mais de 50 especialistas que atuam no Brasil e no exterior para debater integração das informações entre médicos, pacientes e instituições. No evento foi apresentada a plataforma Propulmão, criada para auxiliar o diagnóstico por meio da inteligência artificial e conectar diversas especialidades médicas. “Hoje tudo está digitalizado e todos estão conectados, então por que não aplicar isto efetivamente na medicina respiratória?” pergunta o Dr. Ricardo Sales, idealizador da plataforma ProPulmão.

O projeto piloto conta com um sistema simples de “cliques” em que o médico pode colocar as informações colhidas durante a consulta e, com autorização do paciente, permitir que outros especialistas acessem o prontuário em diversos hospitais ou regiões. Com isto, rapidamente os médicos conseguem verificar os dados, contribuir com notificações, estudos da doença e identificar mais adequadamente os riscos. “A plataforma permite uma investigação detalhada dos procedimentos e sintomas apresentados antes e depois do tratamento”, explica André Ramos, CEO da Mindify que vem desenvolvendo a plataforma em parceria com especialistas da rede iTórax.

“Em casos confirmados de câncer de pulmão, a plataforma logo estará conectada aos serviços oficiais designados para a tarefa do registro compulsório da doença”, completa o Dr. Ricardo Sales.

Para os especialistas presentes no workshop, o maior desafio dos profissionais é criar uma linguagem única, que pode unir e otimizar as equipes de radiologia, clínica, patologia e cirurgiões.

A Propulmão conta com médicos especialistas apoiados por diversos outros profissionais, que atuam em áreas que vão desde engenharia biomédica a economia: “A sustentabilidade do processo sempre deve ser procurada, para que o legado de tantos médicos especialistas seja preservado”, explica Alan Hiltner, economista e fundador da empresa Bioma4me, que também utiliza inteligência artificial na área da saúde.

A médica americana Claudia Henschke, pioneira na identificação precoce do câncer de pulmão, esteve presente e destacou a modernidade do instrumento desenvolvido no Brasil. Após o evento, Henschke manifestou o desejo de trazer o encontro mundial sobre rastreamento do câncer de pulmão (I-ELCAP) para o Brasil em 2019. Ela falou também sobre a prevenção primária da doença e a importância de ações antitabagismo.

O encontro também contou com diversas mesas de debates, palestras de profissionais dos principais hospitais e associações do Brasil, além de uma programação especial focada no combate ao fumo, com a presença da Associação de controle do tabagismo (ACT/promoção da saúde). Ao longo de um dia intenso, temas como a subnotificação brasileira de neoplasias malignas no sistema respiratório, diminuição dos agravos na investigação do nódulo pulmonar, otimização da jornada oncológica e melhora do fluxo de encaminhamento dos pacientes foram debatidos entre médicos e gestores da saúde.

Para Denise Eloi, CEO do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), uma das palestrantes do evento, o envelhecimento populacional e a demanda crescente na oncologia pedem mudanças para tornar o sistema de saúde mais sustentável. “Apoiamos iniciativas que podem representar essa mudança”, destaca Eloi.

 

       
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