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HIMSS@Hospitalar destaca a importância do data analytics no primeiro dia do fórum

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HIMSS@Hospitalar – International Digital Healthcare Forum, principal evento de tecnologia aplicada à saúde do Brasil, abriu suas portas nesta terça-feira (22/05), durante o primeiro dia da Hospitalar. Durante todos os quatro dias do HIMSS@Hospitalar, que segue até sexta-feira (22/05), serão discutidos temas sobre a transformação digital na área da saúde em todo o mundo, inovações que têm mudado as relações entre todos os players que atuam no setor.

No primeiro dia de programação, a automatização de processos, os desafios do data analytics, as oportunidades de soluções para o ambiente de Big Data e Health Analytics, além de estudos de caso e produtos inovadores, tomaram conta das discussões.

Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia da UBM Brazil, abriu os trabalhos e agradeceu a todos os patrocinadores e apoiadores do evento. “Entendemos que, de forma bastante evidente e concreta, o digital healthcare é um assunto que permeia toda a saúde brasileira e, por isso, investimos bastante nesse evento dentro da Hospitalar”, disse o diretor.

Highlights

Discutindo o tema central “Innovation Solutions for Hospital Chain”, Claudio Teixeira, da Partner e BPA Technologies, desafiou a todos com duas questões: “Você está preparado para a inteligência artificial? Está preparado para a robotização?”. Ele explicou que, para estar preparado para as mudanças tecnológicas, é preciso entender a tecnologia e onde ela será aplicada para favorecer o negócio. No caso da Robotic Process Automation (RPA), a automatização em nuvem é a possibilidade de expansão de forma acelerada.

“Pelo menos 30% das atividades de qualquer posição podem ser automatizadas. Essa tecnologia é muito poderosa. Para se ter uma ideia, um robô equivale, no mínimo, a cinco pessoas trabalhando”, afirmou.

Já Patrícia Ellen, CEO da Optum Brazil, destacou a importância da integração entre gestão e tecnologia. “A gente gera de informação todos os dias o equivalente a oito milhões de vezes a quantidade de estrelas no céu. O desafio é juntar, organizar e processar todas essas informações para entregar algo concreto e que gere valor para a cadeia.”

Para a executiva, o Brasil possui uma população bastante digitalizada, com exemplos de inovação e disrupção, devido ao avanço acelerado da tecnologia. O desafio, de acordo com Patrícia, é identificar os problemas e reposicionar a organização de acordo com o negócio e estratégia. “Qual a primeira coisa que devemos fazer? Entender qual é a pergunta que devemos responder, assim você chega no centro do seu negócio e, a partir daí, traça suas estratégias de entrega.”

Já Luiz Arnoldo Haertel, CMO da Philips EMR, falou dos desafios e oportunidades nas instituições de saúde com a administração e uso das informações, usando data analytics e sistemas integrados.

Segundo Haertel, todas as pessoas ao longo da vida sofrerão, ao menos uma vez, com algum erro de atendimento médico. Isso ocorre porque os processos não estão organizados e prontos para uma automatização, que proporcionaria uma redução drástica em erros de atendimento e eventos adversos.

“Cerca de 80% dos dados em saúde não são estruturados. É necessário ter processos estruturados nas instituições, informações nos lugares corretos e padronizadas. Dificilmente consigo extrair o dado se não tiver estruturado, e o trabalho de Big Data cai por água abaixo. O importante, antes de implantar a tecnologia, é preciso organizar e normatizar os processos”, ressaltou.

O diretor de Healthcare IT para América Latina da GE HEalthcare, Paulo Banevicius, realizou uma apresentação sobre as mudanças que os modelos de gestão em saúde têm sofrido. Para ele, sem inteligência de software é impossível fazer essa transição, do atual para um moderno sistema de atendimento e entrega da saúde.

“Nos anos 1990 até 2000, tudo que você precisava era encontrado dentro do hospital ou no consultório médico. Hoje, os serviços estão independentes, desconectados. É preciso uma integração para que o sistema como um todo funcione com eficácia e tenha a intoperabilidade desejada”, destacou.

Banevicius falou da medicina de precisão e que o futuro passa por um atendimento mais personalizado e assertivo. “Em um ecossistema ideal, a informação possui a intoperabilidade e flui de um lado para o outro de forma rápida. Assim, o cuidado fica mais personalizado com todas as informações disponíveis e integradas, e o sistema como um todo ganha com as informações do perfil e dados do paciente”, completou.

Em uma frase, Patrícia resumiu o cenário desafiador no setor de saúde no Brasil: “O Brasil envelhece como a Suécia, mata como a Síria e morre como a África do Sul. Esse é o sistema de saúde que a gente tem que resolver.”

Para completar o dia, aconteceram três talk shows no Brazil essential Brief, que abordaram a análise de dados e sua inserção nas atividades de gestão da saúde, com representantes da HIMSS Analytics e da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde).

grand finale ficou com um workshop com todos os participantes da última sessão. O público foi dividido em três grupos: ROI – retorno sobre o investimento; clínica e financeira. Todos tinham que criar estratégias de implementação da tecnologia nessas áreas, de forma a otimizar processos, reduzir custos e melhorar o atendimento ao médico, profissionais de saúde e pacientes.

Os grupos foram coordenados por seis CIOs de hospitais digitais brasileiros, quatro deles com certificação HIMSS nível 6, e dois nível 7.

       
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