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Governança Clínica: o futuro dos hospitais é tecnológico e humanístico

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O Diretor-Geral do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Alceu Alves da Silva, palestrou no Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa – braço acadêmico do Hospital Santa Marta, de Brasília, sobre governança clínica. O evento ocorreu na última semana, durante as comemorações do aniversário de 30 anos do Santa Marta.

Entre os ensinamentos, ele destacou os desafios da governança médica, com foco na institucionalização dos médicos; melhor remuneração associada a maior cobrança de resultados, compartilhamento de responsabilidades com os hospitais, entre outros. Durante a demonstração do conceito estruturado de gestão hospitalar, o diretor afirmou que a função administrativa em um hospital é essencialmente a de servir o processo da assistência ao paciente e, como líderes desse processo, os médicos têm uma importância estratégica. “O alinhamento entre hospitais e médicos precisa ser um raciocínio estratégico, inteligente. O médico não é um cliente, é uma grande parceria estratégica, pois possui conhecimento sobre a necessidade dos pacientes, é o gerador das receitas e das despesas e possui a exclusividade dos dispositivos legais”, explica.

Quando questionado sobre o futuro dos hospitais, ele ressalta os aspectos tecnológicos e humanísticos da saúde. “O futuro dos hospitais está muito atrelado a uma cadeia completa de valores na área da saúde. Nós vamos mudar esse foco específico na doença para entender o ser humano de uma forma integral. O hospital não vai precisar ser dono de tudo, mas ele terá que articular meios para oferecer todos os recursos, desde a prevenção e a promoção da saúde até o processo de reabilitação. A ideia fundamental é que a relação do hospital com o paciente não seja mais de alguém doente, mas de um cidadão que tem uma cadeia de valores ligada à saúde e um dia vai precisar de um hospital. O melhor exemplo hoje é a questão da reabilitação. Para a grande maioria dos hospitais, a sua função termina quando o paciente tem alta, mas muitas pessoas têm dificuldade de entrar corretamente no processo de reabilitação. É nesse momento que o hospital pode ser ativo ao encaminhar esse paciente para uma rede de cuidados e acompanhar se ele está, efetivamente, no processo de reabilitação. Isso vai aumentar a responsabilidade com as pessoas.

Em termos de medicina, é um momento curioso. Nós vamos ter a inclusão massiva da tecnologia na medicina. A IBM tem hoje um médico robô. O que esse robô faz rapidamente significa, mais ou menos, 300 horas de pesquisa médica. Isso mostra que, possivelmente, no futuro, o profissional não precise entender tanto dessas questões técnicas porque ele terá um auxiliar mais rápido e talvez tenha que se empenhar em ser um médico mais empático, mais na linha de fazer a gestão da saúde das pessoas. Outra questão é o envolvimento dos médicos da nova geração com toda sorte de tecnologia de captação de imagem, som e tudo isso vai revolucionar o exercício da medicina.

Uma coisa é importante: o ser humano continua sendo ser humano, que necessita de carinho, de afeto e de valorização. É importante que, independentemente do processo formador, nenhum profissional da saúde e, especialmente os médicos, perca essa visão do ser humano. Eu sempre gosto de dizer que com um bom conhecimento técnico e uma boa dose de humanização todo médico consegue ser um bom médico, mas que ele não deve aceitar menos do que isso.”, finaliza.

       
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