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Experiência da Braincare revela como ciência e empreendedorismo podem caminhar juntos

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“Estar no Healthcare Innovation Show 2018 foi uma oportunidade muito valiosa para nosso time.” A afirmação é do CEO da Braincare, Plínio Targa, uma das quatro startups convidadas para participar do evento por serem consideradas pelos organizadores exemplos de inovação, disrupção e negócios promissores. Um dos aspectos do HIS 2018 que mais chamou a atenção do CEO da Braincare, foi a capacidade de reunir em torno de uma agenda representantes de todos os elos da cadeia de valor da saúde. “A variedade de players resultou em um ambiente muito propício a troca de experiências e conhecimento nas palestras e discussões e nos intervalos livres”, disse.

A Braincare deu sua contribuição ao compartilhar a história de uma startup que nasceu com base em uma descoberta científica brasileira que rompeu um paradigma da Medicina e que está vencendo o desafio de transformar esse conhecimento em benefício real para pessoas que sofrem de diversas patologias.  O método pioneiro da Braincare permite acesso à morfologia da pressão intracraniana de forma não invasiva, posicionando externamente um sensor na cabeça do paciente. Os dados na forma de gráficos podem ser visualizados em tempo real pelo profissional de saúde na tela de um computador ou qualquer dispositivo móvel com acesso à internet.

Por que isso é disruptivo e inovador? Antes da descoberta do Professor Sérgio Mascarenhas, físico brasileiro reconhecido por sua atuação em Ciência e Educação no Brasil e no exterior, prevalecia na Medicina a Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há mais de 200 anos, que afirma que a caixa craniana é inexpansível nos adultos. Com base nesse pilar da doutrina, para ter acesso à pressão intracraniana é preciso fazer uma cirurgia para inserir um sensor no cérebro do paciente.

Em 2005, Mascarenhas, aos 77 anos, foi diagnosticado com “uma doença maldita que se tornou bendita”, nas palavras do cientista. Ele se refere à hidrocefalia de pressão normal, que provoca o acúmulo de líquor em cavidades do cérebro. O cientista fez uma cirurgia curativa e retornou a sua vida normal. No entanto, movido pelo inconformismo dos tratamento invasivos realizou pesquisas que provaram que a caixa craniana no adulto é expansível e que essa deformação pode ser captada por fora.

Essa descoberta abriu espaço para o desenvolvimento do método da Braincare, que além de beneficiar pessoas com hidrocefalia, pode ser utilizada em vários momentos da jornada de atendimento de pacientes, como triagem para confirmar a existência de problemas neurológicos, quadros de AVC, doenças hepáticas, pré-eclampsia, meningite, trauma e em muitas outras situações.

Em sua apresentação, Plínio relatou como foi seu encontro com Mascarenhas e seu comprometimento em formar um time para que essa descoberta saísse da bancada de pesquisa para o mercado, com o propósito de desafiar os limites da Medicina e contribuir para que mais pessoas vivenciem histórias de saúde e felicidade. “Somos um exemplo de como cientistas e empreendedores podem e devem trabalhar juntos em prol das pessoas. Nossa visão de futuro é que o método Braincare seja um novo sinal vital acessível a todos, em qualquer lugar”, afirmou.

       
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