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Envelhecimento da população impulsiona mercado de serviços voltados para saúde

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Segundo IBGE, em 21 anos haverá mais idosos que crianças no Brasil e até 2060 um quarto da população terá mais que 65 anos. Com esta tendência, serviços voltados para idosos devem aumentar cada vez mais, principalmente aqueles relacionados à saúde. A MedicMais já sente o reflexo do envelhecimento populacional, sendo que os idosos já representam 60% dos atendimentos de toda a rede de clínicas médicas popular

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida dos brasileiros é cada vez maior, sendo que os nascidos a partir de 2016 viverão mais que 75 anos. Mas, apesar do aumento da longevidade, ser idoso no Brasil é um desafio, principalmente quando o assunto é saúde. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a mensalidade média de um convênio médico para pessoas acima de 55 anos é de R$ 650,00, mais do que o dobro da média apurada entre beneficiários de 18 a 34 anos, que é de aproximadamente R$ 255,00. Este ano, os planos de saúde devem subir 10%, de acordo com o reajuste liberado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto o aumento máximo das pensões e aposentadorias do INSS para 2018 foi de apenas 2,07%. Com correções tão discrepantes, aumenta o número de idosos que não conseguem arcar com convênio médico e buscam alternativas no serviço público ou nas clínicas médicas populares.

Mercado Aquecido

Na MedicMais, por exemplo, a terceira idade já representa 60% dos atendimentos realizados. Eles procuram – principalmente – por especialidades como ortopedia, oftalmologia e reumatologia. Para o sócio fundador da marca, Tiago Alves, esse número deve crescer ainda mais, já que o serviço é mais acessível e não requer mensalidades, ou seja, a pessoa paga apenas o que usa. “Nós conseguimos identificar um gap no mercado e suprir uma demanda essencial para a população, que são os cuidados com a saúde. Enquanto convênios médicos para idosos podem custar mais de R$ 2 mil, a gente oferece exames e consultas a partir de R$ 5,00”, afirma. Na MedicMais, os idosos costumam desembolsar, entre consultas e exames, uma média de R$ 350,00.

Atualmente, a MedicMais possui 75 unidades, a maioria em processo de abertura e 26 em funcionamento, em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Para 2019, a rede projeta atingir 120 unidades e faturar R$ 30 milhões.

Cada vez mais caro

Convênios particulares são considerados cada vez mais inacessíveis. Os idosos representam a fatia da população que mais sofre com a escalada contínua nos preços dos planos de saúde, que de 2013 para cá tiveram reajustes bem acima da inflação (tabela abaixo) .”Acreditamos que o público idoso representará 70% de nossa operação em 10 anos. Estamos investindo fortemente para conseguir atender essa demanda, contratando profissionais especializados, aumentando a agenda para as especialidades mais procuradas e oferecendo facilidades no pagamento”, conta.

*Reajustes autorizados de acordo com a ANS e IBGE

Cuidadores de Idosos

Na Maria Brasileira, rede de franquias de serviços de limpeza e cuidados, o aumento foi de 10% este ano. Segundo a gestora de relacionamento da marca, Patrícia Abilaine, os serviços da rede são requisitados por familiares, que buscam cuidadores, ou pelos próprios idosos, que procuram todos os tipos de serviços que a franquia oferece.

O preço do serviço de cuidador de idosos varia bastante, dependendo da especialidade e da quantidade de horas. De acordo com Patrícia, neste tipo de atendimento, o fator humano influencia muito mais que o valor a ser pago. “Contar com uma referência é essencial. Normalmente, a família busca o mesmo profissional que atendeu um amigo ou outro parente. É um tipo de serviço que demanda confiança, carinho e respeito”, destaca.

A Maria Brasileira possui mais de 180 unidades e é líder no segmento, oferecendo cerca de 20 mil facilitadores em todo o Brasil. Crescendo uma média de 15% ao ano, a rede projeta ultrapassar a marca de 200 unidades em 2018 e chegar a R$ 65 milhões de faturamento. Para isso, a marca pretende aumentar a média de serviços para 50 mil atendimentos por mês.

Nota do editorial
*O texto acima foi alterado no dia 10/08 às 10:23 em virtude de uma informação incorreta da agência. Abaixo segue nota de esclarecimento

“Foi com grande surpresa e de forma nada agradável que constatamos o uso do nome de nossa entidade de forma irresponsável em matéria intitulada “Envelhecimento da população impulsiona mercado de serviços voltados para saúde”, originalmente publicada no Portal Segs (release da bcbiz)

Não satisfeitos em atrelar nossa entidade aos serviços de Cuidadores de Idosos, o que não é nenhum demérito mas sim uma inverdade, ainda atribuíram a nós números de um suposto levantamento que nunca fizemos e que desconhecemos!

Tendo como missão difundir o conceito de Atenção Domiciliar, contribuindo para o fortalecimento do setor, desenvolvendo ações e instrumentos que estabeleçam padrões e critérios mínimos de qualidade, considerando as necessidades de todos os envolvidos no processo: pacientes, prestadores de serviços, operadoras de saúde e profissionais da saúde, o NEAD não poderia se calar diante do ocorrido.

O Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar é a única entidade nacional representativa das empresas de Atenção Domiciliar, ou seja, empresas que reúnem equipes multidisciplinares coordenadas por profissional médico e que, obrigatoriamente, estejam registradas nos respectivos Conselhos Regionais de Medicina. Ao longo de seus 15 anos, nossa entidade não tem poupado esforços no cumprimento de sua missão e sempre se coloca à disposição de todos, inclusive dos profissionais da imprensa que, muitas vezes, desconhecem a complexidade e as peculiaridades dessa modalidade de assistência à saúde, mas que não podem agir de forma irresponsável e sem critério. Afinal, embora seja significativo o crescimento da Atenção Domiciliar no Brasil, é consenso que ainda existe desconhecimento por parte da sociedade e muitas distorções são propagadas até mesmo por órgãos de imprensa.

Aliás, no sentido de esclarecer uma dessas recorrentes distorções, o NEAD mantém em seu site a matéria “Empresa de Atenção Domiciliar e Agência de Cuidador: diferenças conceituais e legais” e segue à disposição para esclarecimentos necessários a todos que, com seriedade e comprometimento, querem informações sobre essa que é uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade do setor Saúde no país.

* Ao constatar que Saúde Business reproduziu a matéria, encaminhamos, acima, texto enviado e imediatamente publicado pelo Portal Segs.”

       
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